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Vorcaro chamava Haddad de seu maior opositor

Conversas de 2025 revelam relação tensa entre Daniel Vorcaro e Fernando Haddad.

O ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, durante depoimento à Polícia Federal em 30 de dezembro, em Brasília - Reprodução PF
O ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, durante depoimento à Polícia Federal em 30 de dezembro, em Brasília - Reprodução PF

Mensagens interceptadas no celular de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, indicam que ele considerava o ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad, atual candidato ao governo de São Paulo pelo PT, como um dos seus "maiores opositores". A troca de mensagens ocorreu em outubro de 2025, pouco antes de Vorcaro ser preso.

O diálogo foi travado entre Vorcaro e a advogada Vanessa Souza em meio às avaliações do Banco Central sobre a tentativa de venda do Banco Master para o Banco de Brasília (BRB). Durante a conversa, Vanessa menciona um encontro com advogado ligado a Haddad e questiona Vorcaro sobre a situação da venda do banco junto ao Banco Central.

Vorcaro respondeu que o tema era mais complexo do que aparentava, afirmando que "Haddad é um dos meus maiores opositores", ainda que acrescentasse não conhecer pessoalmente o ex-ministro. As mensagens também revelam que Vorcaro vinha buscando uma reunião com Haddad desde pelo menos 2024, ainda durante o período em que tentava aproximar-se de autoridades políticas e regulatórias para tratar do banco.

Leia também: PF adia depoimento de André Esteves no caso Banco Master

Os diálogos foram obtidos pela Polícia Federal a partir do aparelho apreendido com Vorcaro em 2025 e encaminhados a gabinetes de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Atualmente, ele está detido no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha.

Após a prisão de Vorcaro em novembro de 2025, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master, encerrando as operações da instituição.

Contexto político e judicial

Além das mensagens entre Vorcaro e seus interlocutores, o consultor Júlio Cezar menciona em conversas de agosto de 2024 esforços para organizar encontros entre Vorcaro e agentes políticos, incluindo o então ministro Alexandre Padilha e o próprio Haddad, na época ministro da Fazenda.

O caso ganhou atenção dos órgãos de controle e justiça após a prisão de Vorcaro, sendo alvo de investigações conduzidas pela Polícia Federal, que também convocou depoimentos ligados ao Banco Master.

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