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TCDF bloqueia R$ 2,76 bi de ex-dirigentes do BRB por fraudes

TCDF determina bloqueio cautelar de até R$ 2,76 bilhões dos ex-dirigentes do Banco de Brasília envolvidos em operações fraudulentas.

O Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF) decidiu nesta quarta-feira (23) bloquear de forma cautelar os bens do ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, e de outros quatro ex-dirigentes da instituição por conta de operações fraudulentas envolvendo o Banco Master, controlado por Daniel Vorcaro.

O bloqueio é provisório e atinge até o valor global e não cumulativo de R$ 2,76 bilhões pelo período de um ano. Além de Paulo Henrique Costa, estão incluídos na medida o ex-diretor de finanças e controladoria Dario Oswaldo Garcia Júnior, o ex-presidente do Conselho de Administração Marcelo Talarico, o ex-superintendente de Operações Financeiras Robério Cesar Bonfim Mangueira e o ex-gerente de Operações de Tesouraria e de Fusões e Aquisições Wily da Silva Leão. Paulo Henrique Costa está preso preventivamente.

Segundo nota do TCDF, a iniciativa visa assegurar eventual ressarcimento aos cofres públicos diante dos indícios encontrados nas investigações relacionadas às operações conduzidas pela instituição financeira.

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O tribunal determinou ainda que o processo seja convertido em Tomada de Contas Especial, com o objetivo de apurar responsabilidades e possíveis danos ao patrimônio público. Também solicitou o envio, em até 24 horas, do relatório de auditoria independente divulgado em abril e que reforça que as aquisições de carteiras do Banco Master foram tratadas internamente como "negócio do presidente", conduzidas sob pressão e caráter urgente.

Além dos cinco ex-dirigentes inicialmente mencionados, o TCDF anunciou que analisará a participação de outros executivos do BRB, como João Pedro Leite Nunes, Luana de Andrade Ribeiro, Jacques Maurício Ferreira Veloso de Melo, Ananda Frota e outros membros da diretoria colegiada. A extensão do bloqueio poderá ser ajustada conforme sua responsabilização.

Em resposta às investigações, o BRB afastou cinco empregados, entre eles dois ex-diretores, como consequência do caso Master. O banco enfrenta uma grave crise de capital e liquidez após adquirir carteiras fraudulentas do Banco Master totalizando R$ 12,2 bilhões. Até o momento, apenas parte do prejuízo foi recuperada, e a provisão estimada para cobrir o rombo é de R$ 8,8 bilhões, podendo superar esse valor.

Desde que o escândalo estourou, o BRB suspendeu a divulgação de seus resultados financeiros, acumulando um ano sem apresentar balanços aos investidores.

Um registro do Ministério Público junto ao TCDF destacou a necessidade de aprofundar apurações para identificar responsabilidades, quantificar prejuízos e adotar medidas de proteção ao patrimônio público, ao acionista controlador e a outras instituições públicas relevantes.

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