Advent capta US$ 30 bi para investir em empresas brasileiras
Advent anuncia captação recorde de US$ 30 bilhões e amplia investimentos no Brasil, segundo a Folha.
A gestora de private equity Advent anunciou a captação de US$ 30 bilhões (R$ 164 bilhões) para seu mais recente conjunto de fundos, informou a empresa nesta terça-feira (27). Esse volume assegura recursos para um veículo focado em aquisições de participações societárias e para uma nova estratégia voltada a companhias de médio porte.
Segundo Juan Pablo Zucchini, chefe da Advent para a América Latina, foram captados US$ 27 bilhões para o 11º fundo global de private equity, chamado GPE XI, que é o maior fundo fechado até o momento em 2026. Além disso, a gestora captou mais de US$ 3 bilhões para a nova estratégia criada em março para investimentos em empresas de médio porte.
O fundo global tem autorização para destinar até 20% do capital captado em países emergentes, incluindo o Brasil, ampliando o poder de investimento da Advent no país. Além disso, a empresa ainda dispõe de recursos do fundo VII, específico para a América Latina, que não teve o montante revelado, mas que também será usado para aportes no Brasil.
Em 2018, a Advent usou um fundo global para adquirir 80% da rede de supermercados Big, então pertencente ao Walmart, por R$ 1,9 bilhão. Esta rede varejista foi vendida ao Carrefour em 2021. Atualmente, a Advent direciona seu foco de investimento para setores como consumo, varejo, indústria, tecnologia e saúde.
O anúncio acontece em um contexto em que uma desaceleração prolongada do mercado tem dificultado a venda de participações por gestoras, restringindo as distribuições de capital para investidores e limitando aportes em novos fundos.
O fundo GPE XI tem como objetivo investir em múltiplos setores e empresas de diversos tamanhos, com foco principal na Europa e América do Norte, além de ampliar sua presença na Ásia-Pacífico e América Latina. Já a estratégia para empresas de médio porte prevê investimentos entre US$ 100 milhões e US$ 350 milhões em companhias norte-americanas e europeias com valor de até US$ 1,25 bilhão, não incluindo o Brasil como destino para esses aportes.
A gestora captou recursos de um amplo grupo de investidores, incluindo fundos de pensão, soberanos, patrimoniais, gestores institucionais, family offices e pessoas físicas de alto patrimônio.


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