Referendos no Arizona e em Nebraska aprovam restrições a atletas trans
Em Idaho, eleitores rejeitaram garantir o direito ao aborto; no Missouri, recusaram restabelecer a proibição.
Eleitores de mais de 30 estados americanos participaram de cerca de 150 consultas populares durante as eleições de meio de mandato em 3 de novembro de 2026. Os temas centrais incluíram aborto, impostos, direitos das pessoas trans e regras eleitorais.
No Arizona e em Nebraska, foram aprovadas medidas que restringem a participação de meninas e mulheres trans em equipes esportivas femininas. Em Nebraska, a restrição foi incluída na Constituição estadual, dificultando a reversão futura. No Arizona, a medida ampliou uma lei que já impedia a participação de atletas trans em escolas públicas, estendendo a regra para escolas particulares.

Em Washington e Colorado, as primeiras apurações indicavam tendência de aprovação de propostas semelhantes. No Colorado, também houve indicativo favorável a proibir cirurgias de transição de gênero para menores de idade. Porém, em Missouri, os eleitores rejeitaram proposta que proibiria esses procedimentos para crianças, embora o estado já mantenha uma lei proibitiva.
As restrições para atletas trans geraram debates intensos durante a campanha eleitoral. Defensores afirmam que tais medidas protegem meninas e mulheres no esporte, enquanto críticos denunciam discriminação contra estudantes trans.
Em relação ao aborto, os eleitores de Idaho e do Missouri rejeitaram as propostas apresentadas. Idaho mantém proibição quase total desde 2022, após a decisão da Suprema Corte dos EUA que derrubou a proteção constitucional ao direito ao aborto. A proposta no Idaho teria assegurado direito ao aborto até a viabilidade fetal, geralmente em torno da 24ª semana de gestação, e foi rejeitada.
No Missouri, os eleitores recusaram uma medida do Legislativo estadual, controlado pelos republicanos, que pretendia restabelecer a proibição do aborto e também proibir tratamentos médicos de afirmação de gênero para menores.
Quanto às regras eleitorais, Califórnia e Colorado recusaram exigências adicionais de identificação para voto postal, enquanto os eleitores de Nevada apoiaram medidas semelhantes. Em Missouri, os eleitores rejeitaram um novo mapa eleitoral criado por republicanos que teria redesenhado distritos com tendência democrata. Em contrapartida, em Maryland a população aprovou mudança constitucional que facilitará o redesenho dos distritos pelo Legislativo estadual, que é dominado pelos democratas.
Sob o aspecto fiscal, a Califórnia caminhava para rejeitar uma proposta que criaria o primeiro imposto estadual sobre bilionários, cobrando 5% sobre o patrimônio dos cerca de 250 bilionários residentes. O governador Gavin Newsom se opôs, alegando riscos para a economia local. Já em Montana, foi aprovado um veto a gastos empresariais em campanhas eleitorais, uma reação à decisão da Suprema Corte dos EUA de 2010 que permitiu contribuições ilimitadas de empresas em eleições.
Outros temas incluíram a possibilidade de manutenção do sistema de voto por escolha ranqueada no Alasca e a obrigatoriedade, aprovada no Alabama, de escolas tocarem o hino nacional pelo menos uma vez por semana.
Veja também
Crise no Paraguai: fraude no banco Ueno trava acesso de 3 milhões a dinheiro
Em Internacional
Julgamento de impeachment retoma com defesa de Santiago Peña no Senado do Paraguai
Em Internacional
Crise leva vice Pedro Alliana a assumir governo paraguaio
Em Internacional
Leão XIV inicia viagem ao Uruguai, Argentina e Peru com foco em renovar fé católica
Em Internacional
Crise no Ueno Bank bloqueia dinheiro de brasileiros que vivem no Paraguai
Em Internacional


Comentários
Entre na sua conta e seja o primeiro a comentar esta matéria.