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Crise leva vice Pedro Alliana a assumir governo paraguaio

Vice-presidente Pedro Alliana deve assumir comando do Paraguai em meio à crise política e econômica desencadeada pela falência do Ueno Bank.

A renúncia do presidente do Paraguai, Santiago Peña, anunciada em 5 de novembro de 2026, ocorre em meio a uma crise política e econômica provocada pelo fechamento do banco digital Ueno. Este banco atendia cerca de 3 milhões de clientes, aproximadamente 60% da população adulta do país, e o bloqueio de recursos gerou prejuízos significativos a brasileiros que vivem na região de fronteira.

Leia também: Brasileiros no Paraguai têm prejuízo de R$ 200 mil com falência do Ueno Bank

Com a renúncia de Peña, o vice-presidente Pedro Alliana deve assumir a presidência do Paraguai, conforme determina a Constituição do país. Alliana tem 52 anos, é natural de Pilar, no estado de Ñeembucú, e possui amplo histórico político e experiência administrativa. Ele pertence ao Partido Colorado, mesmo partido de Peña, que historicamente domina a política paraguaia.

Pedro Alliana foi governador de Ñeembucú entre 2008 e 2012 e deputado por dez anos, de 2013 a 2023. Durante seu período como deputado, liderou a bancada do Partido Colorado na Câmara. Além disso, é pré-candidato à presidência para as eleições de 2028, com apoio declarado tanto de Horacio Cartes quanto do próprio Santiago Peña.

Embora esteja incluído no pedido de impeachment que continua tramitando no Congresso, Pedro Alliana deve assumir o cargo de presidente, pois a Constituição prevê que o vice assume em caso de renúncia do titular. A sessão extraordinária do Senado mantém o processo de impeachment contra Peña, que enfrenta acusações de conflito de interesses e manipulação relacionadas à crise do Ueno Bank.

Tags: ParaguaiPedro AllianaPolítica ParaguaiSantiago PeñaUeno Bankcrise econômica

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