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Crise no Paraguai: fraude no banco Ueno trava acesso de 3 milhões a dinheiro

Escândalo financeiro com banco digital Ueno paralisou cerca de 3 milhões de paraguaios e gerou protestos contra o presidente Santiago Peña.

Uma fraude contábil no banco digital Ueno deixou cerca de 3 milhões de paraguaios sem acesso ao próprio dinheiro, provocando uma grave crise financeira no país.

O grupo que administra o banco Ueno manipulou os recursos financeiros, o que levou a uma grande mobilização popular. Nos últimos dias, milhares de pessoas foram às ruas do Paraguai para exigir a devolução dos valores retidos e o impeachment do presidente Santiago Peña.

Santiago Peña, que até março de 2025 era sócio do grupo controlador do banco Ueno, havia autorizado que a instituição administrasse milhões de dólares provenientes da Previdência Social e do Ministério da Saúde. Isso ampliou o impacto da crise e as críticas sobre sua gestão.

Leia também: Senado analisa impeachment de Santiago Peña após crise do banco ueno

Com a pressão popular aumentando e sem respaldo político suficiente, Peña decidiu renunciar ao cargo na tarde de quinta-feira (5). Porém, o Congresso paraguaio não aceitou a renúncia e iniciou um processo formal de impeachment.

O cientista político Eduardo Heleno, professor do Instituto de Estudos Estratégicos da Universidade Federal Fluminense, foi entrevistado para analisar quem é Santiago Peña, as acusações contra ele e os impactos políticos e diplomáticos dessa crise para o Paraguai e sua relação com o Brasil.

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