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Inea rejeita resort de luxo de Willer Tomaz em ilha protegida

Pedido para construção de resort com heliponto e ampliação em área ambiental na Costa Verde foi negado pelo órgão ambiental do Rio.

1 de 12 Projeto do resort que Willer Tomaz pediu autorização para construção na Ilha José André, localizada em área de proteção ambiental de Angra dos Reis
1 de 12 Projeto do resort que Willer Tomaz pediu autorização para construção na Ilha José André, localizada em área de proteção ambiental de Angra dos Reis — Foto: Reprodução

O Instituto Estadual do Ambiente (Inea) negou o pedido do advogado e empresário Willer Tomaz para construir um resort de luxo na Ilha José André, localizada em uma área de proteção ambiental (APA) de Angra dos Reis, na Costa Verde do Rio de Janeiro. O projeto, que incluía heliponto, spa, beach club, restaurante, piscinas, espaço para eventos e hangar, não recebeu autorização para viabilizar a ampliação das áreas construídas no local.

A solicitação foi protocolada em 20 de março de 2026, coincidindo com a publicação de um decreto estadual pelo então governador Cláudio Castro, que revogava planos de manejo de unidades de conservação ambiental no estado. Tal medida visava flexibilizar regras de ocupação em áreas preservadas, porém, cerca de 20 dias depois, o decreto foi revogado pela gestão subsequente, após manifestações de ambientalistas contrários à flexibilização.

Além do projeto para a Ilha José André, Willer Tomaz também tentou ampliar as construções na Ilha Comprida, em Angra dos Reis, aumentando de 15% para 30% a taxa de ocupação. A Ilha Comprida abriga uma mansão cuja propriedade é alvo de disputa judicial entre Tomaz e o jogador de futebol Richarlison, que afirma ter adquirido o imóvel em 2020 e investido cerca de R$ 10 milhões em sua reforma. Richarlison acusou Tomaz de manobra jurídica para retirada de seus direitos e também mencionou o senador Flávio Bolsonaro na disputa, alegando tentativa de compra do imóvel pelo parlamentar.

Leia também: Willer Tomaz pede dobrar construção em ilha de Richarlison

Apesar dos pedidos, nenhum dos projetos para ampliação ou construção foi autorizado pelo Inea. O órgão esclareceu que o trâmite dos processos seguiu a rotina administrativa e que não houve concordância com as solicitações apresentadas. O ex-governador Cláudio Castro afirmou que o decreto tinha caráter geral e não foi elaborado para favorecer qualquer interesse específico, destacando que as análises técnicas cabem ao Inea.

Willer Tomaz optou por não comentar publicamente sobre os pedidos negados. A assessoria do senador Flávio Bolsonaro não foi localizada para esclarecimentos. O caso segue em meio às disputas judiciais e questionamentos sobre ocupação de áreas protegidas em Angra dos Reis.

Tags: Angra dos ReisIneaRicharlisonWiller Tomazmeio ambiente

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