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PF exige STF investigar tráfico de mulheres em festas de Vorcaro

Polícia Federal encaminhou ao presidente do STF pedido para apurar envolvimento do dono do Banco Master em rede de exploração sexual.

O dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, em depoimento - Reprodução - 28.ago.26
O dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, em depoimento - Reprodução - 28.ago.26

A Polícia Federal encaminhou ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, um pedido para que seja aberta investigação sobre suspeitas de tráfico de mulheres para fins de exploração sexual e lenocídio em festas promovidas por Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master.

A solicitação foi encaminhada na semana passada e ocorre no contexto da crise no Supremo, com Fachin assumindo a coordenação dos inquéritos dos casos Master e INSS, embora André Mendonça permaneça o relator.

Diversas mensagens encontradas no celular do ex-banqueiro indicam suposto envolvimento no gerenciamento de uma rede que recrutava mulheres estrangeiras, de nacionalidades como russa, ucraniana, venezuelana, argentina e polonesa, para atuar na rede de prostituição estruturada a partir de 2023. O esquema teria movimentado pelo menos R$ 4,3 milhões e envolvia uma casa noturna em São Paulo além de intermediários para recrutamento ativo.

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Em uma das conversas reproduzidas pelas investigações, Vorcaro justificou a presença das mulheres em seus eventos como parte de seu "business", afirmando ter realizado festas com cerca de 300 mulheres desse perfil. Os encontros contavam com modelos de vários países e tinham como público-alvo políticos e autoridades, sendo organizados estrategicamente em dias úteis para coincidir com compromissos oficiais.

Em nota emitida no dia 13 de outubro, Vorcaro negou veementemente ter explorado ou desrespeitado mulheres, ressaltando que a narrativa apresentada é falsa e contrária à sua índole, fato que poderia ser confirmado por mulheres que o conhecem. Seu advogado, Sérgio Leonardo, considerou absurda a instauração da investigação, alegando ausência de qualquer elemento que a justifique e qualificando o episódio como derivado de matérias sensacionalistas inseridas em um contexto difamatório.

O caso segue sob análise no STF, com a Polícia Federal conduzindo as investigações a partir das evidências coletadas.

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