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Flávio Bolsonaro diz em evento nos EUA que derrota para Lula 'não foi o fim'

Senador brasileiro fez discurso em inglês e português durante jantar na mansão do presidente Donald Trump.

Flávio Bolsonaro e Lula durante o debate da Globo
Flávio Bolsonaro e Lula durante o debate da Globo — Foto: Reprodução

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou que a derrota na eleição presidencial para Luiz Inácio Lula da Silva “ainda não foi o fim” durante a Conferência de Ação Política Conservadora (CPAC), realizada na mansão Mar-a-Lago, na Flórida, dos Estados Unidos, onde o presidente Donald Trump reside.

Em trecho do discurso que circulou nas redes sociais, Flávio dirigiu-se aos brasileiros em português, ressaltando a importância da fé: "mesmo quando o que parece ser o final não é aquilo que esperávamos, temos de agradecer a Deus e ter ainda mais fé de que ainda não foi o fim".

O senador recordou que um ano antes jamais imaginava concorrer à presidência do Brasil, mas acredita que esse caminho foi um projeto divino para ele e para a nação.

Leia também: Lula vê sua reeleição como vitória que ultrapassa fronteiras brasileiras

Flávio Bolsonaro perdeu o segundo turno da eleição, em 25 de outubro, para Lula, que foi reeleito com mais de quatro milhões de votos de vantagem.

Durante o evento, também esteve presente o irmão de Flávio, Eduardo Bolsonaro, ex-deputado federal que reside nos Estados Unidos, e o ator norte-americano Jim Caviezel, escalado para interpretar o ex-presidente Jair Bolsonaro no filme “Dark Horse”.

Eduardo Bolsonaro publicou uma foto do encontro nas redes sociais, com a legenda: "Agora no Mar-a-Lago, Flávio Bolsonaro em liberdade se encontra com o ator Jim Caviezel". Na divulgação, a organização da CPAC se referiu a Eduardo como membro da Câmara dos Deputados "em exílio", embora ele tenha perdido o mandato em dezembro de 2025 por excesso de faltas.

Dois dias após o segundo turno, Flávio deixou o Brasil com sua família rumo aos Estados Unidos, sem entregar os passaportes à Polícia Federal, contrariando ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A determinação foi emitida no âmbito de um inquérito que investiga suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo empresas de apostas relacionadas a Flávio e ao advogado Willer Tomaz, amigo do senador. Moraes proibiu ainda a comunicação entre os dois. Ambos negam irregularidades.

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