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Gadi Eisenkot conquista maioria para tentar formar governo em Israel

Gadi Eisenkot ganhou amplo apoio parlamentar, incluindo partidos árabes, para substituir Netanyahu na liderança do país.

O líder da oposição israelense, Gadi Eisenkot, obteve a maioria dos votos no Parlamento para tentar formar um novo governo, após as eleições legislativas realizadas no país. Ele reuniu o apoio de 67 deputados, superando os 61 necessários para a maioria, contra 46 do atual primeiro-ministro, Binyamin Netanyahu, e 7 abstenções.

Essa maioria foi conquistada principalmente graças ao respaldo dos partidos árabes, que elegeram uma bancada recorde de 19 deputados e decidiram apoiar Eisenkot para impedir o retorno de Netanyahu ao poder. A Lista Unida e o Ra’am, principais legendas árabes, declararam seu apoio ao opositor, reforçando sua posição contrária a Netanyahu.

Porém, apesar dessa vantagem, o presidente de Israel, Isaac Herzog, responsável por indicar quem formará o governo, ainda mantém dúvidas. Ele apontou que a atribuição legal de sua função é identificar quem tem reais condições de formar governo, considerando os vetos mútuos entre os blocos e os próprios partidos. Herzog deve anunciar sua decisão no domingo, após mais conversas com líderes partidários.

Segundo informações de veículos locais, Herzog visa montar um governo de unidade nacional reunindo os partidos judaicos sionistas, o que excluiria tanto as legendas árabes quanto as ultraortodoxas. Essa estratégia complica a formação do governo de oposição liderado por Eisenkot.

Netanyahu também enfraqueceu sua posição com a decisão do partido Judaísmo Unido da Torá (JUT), seu aliado há 30 anos, de se abster na indicação, devido a divergências internas, principalmente sobre o serviço militar dos estudantes religiosos. Essa abstenção dificulta que Netanyahu obtenha respaldo para formar governo.

Com o prazo para a indicação se encerrando na próxima quarta-feira, o candidato escolhido terá até 28 dias para constituir o governo, podendo ter esse prazo prorrogado por mais 14 dias. Caso não consiga, outra pessoa poderá assumir essa tarefa, e, na persistência do impasse, deverá haver a convocação de novas eleições.

O desafio central para Eisenkot será lidar com a resistência dentro de seu próprio campo contra alianças com os partidos árabes, especialmente em virtude do clima político sensível e dos ataques de outubro de 2023 que ainda marcam a sociedade israelense. O nacionalista Avigdor Liberman, por exemplo, rejeita a ideia de um governo apoiado pelos partidos árabes.

O quadro atual indica um país dividido, onde a formação de um governo está condicionada a negociações complexas entre múltiplos blocos, alianças e vetos cruzados, refletindo a diversidade e as tensões políticas em Israel.

Tags: Binyamin NetanyahuEleiçõesGadi EisenkotGovernoIsrael

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