Marco Rubio nega rumores e garante permanência no governo Trump até 2029
Secretário de Estado dos EUA reafirma compromisso com mandato de Trump apesar de especulações sobre renúncia.
Marco Rubio, secretário de Estado dos Estados Unidos, negou que esteja considerando deixar o cargo, reafirmando seu compromisso de trabalhar com o presidente Donald Trump até o fim do mandato, atualmente previsto para janeiro de 2029.
A notícia surgiu após reportagens da agência Bloomberg indicarem que Rubio teria conversado com integrantes da Casa Branca sobre seu futuro após a expressiva derrota dos republicanos nas eleições de meio de mandato realizadas em 3 de novembro de 2026. Apesar disso, fontes da agência afirmaram que o secretário ainda não tomou decisão e que não há previsão de saída.
Em entrevista ao New York Times, Rubio afirmou não saber a origem dos rumores sobre sua saída e declarou: "Adoro o trabalho que faço". Ele ainda comentou com bom humor sobre as especulações, dizendo que sempre pergunta "Qual deles?" quando ouve que vai deixar o emprego.
É comum que membros do governo deixem seus cargos na fase final do mandato, principalmente após derrotas eleitorais significativas. Caso Rubio deixasse o cargo antes de janeiro, permitiria que Trump nomeasse um substituto antes da posse do próximo Congresso, que terá maioria democrata e poderá vetar indicações presidenciais.
Com a vitória dos democratas nas eleições, a oposição terá controle de ambas as casas do Congresso — a Câmara dos Representantes, com mais de 250 das 435 cadeiras, e o Senado, com maioria prevista superior a 54 dos 100 assentos, embora duas vagas ainda estejam indefinidas. Essa nova configuração pode impactar diretamente na condução das políticas do governo Trump, incluindo investigações, políticas sobre o Irã e tarifações.
O líder democrata no Senado, Chuck Schumer, afirmou que o Congresso trabalhará para responder às preocupações da população sobre custos, corrupção e caos, independentemente da colaboração de Trump. Ele destacou que os democratas têm planos para derrubar tarifas, encerrar conflitos militares e regular atividades de autoridades federais, sinalizando um período de disputas políticas acirradas até 2028.
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