Raízen altera código na B3 e detalha opções para credores no plano de recuperação
Empresa troca ticker de RAIZ4 para RAIZ5 após reclassificação de ações preferenciais para classe A.
A Raízen anunciou a troca do código de negociação de suas ações na Bolsa de Valores de São Paulo (B3), de RAIZ4 para RAIZ5, conforme comunicado divulgado nesta terça-feira (3) à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
A alteração acompanha a reclassificação de suas ações preferenciais, que agora são da classe A, após aprovação da CVM em 19 de outubro. A mudança no código, que passa a negociar as ações em lote padrão com fator de cotação de cem ações, não altera a quantidade de papéis possuídos nem os direitos dos investidores, apenas a forma de expressão do preço, segundo a empresa.
Plano de recuperação e opções para credores
Essa reclassificação integra o plano de recuperação extrajudicial da companhia, homologado pela Justiça de São Paulo em 30 de julho, que visa reestruturar a dívida que soma R$ 61,4 bilhões. O plano foi aprovado por 81,6% dos credores.
O plano oferece diferentes alternativas de pagamento para os credores:
- Opção A: substituição do valor devido por uma combinação de novos títulos de dívida e ações da Raízen. Para cada R$ 1 devido, o credor pode receber R$ 0,374 em novas debêntures, R$ 0,176 em títulos da Raízen Energia (empresa resultante da cisão da Raízen) e R$ 0,45 em ações.
- Opção B: pagamento único com desconto de 20% em parcela a ser paga em 31 de março de 2047. Os credores que não manifestarem opção até 3 de dezembro terão essa alternativa aplicada automaticamente.
- Opção C: para créditos de menor valor, pagamento em dinheiro de 75% da quantia devida, limitado a R$ 9.750 por título, com teto global de R$ 150 milhões. Se forem pagos menos do que o total, os créditos remanescentes passam para a Opção A.
A Raízen, controlada pela Shell e pela Cosan, enfrenta desafios após investimentos acelerados e resultados insatisfatórios em segmentos como varejo. O processo da recuperação visa equilibrar suas finanças e garantir a continuidade das operações.
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