Ações da Toyota têm maior alta em quase 40 anos após lucro de R$ 39 bilhões
Ações da Toyota subiram quase 17% após a empresa elevar previsão de lucro e expandir programa de recompra, impulsionadas pela desvalorização do iene e demanda por híbridos.
A Toyota divulgou um aumento de 34% no lucro operacional do terceiro trimestre de 2026, chegando a 1,13 trilhão de ienes (R$ 39 bilhões), resultado que impulsionou a maior alta das ações da montadora japonesa em quase 40 anos.
A empresa elevou em 500 bilhões de ienes (R$ 17,2 bilhões) sua estimativa de lucro para o ano fiscal, fixando-a em 3,9 trilhões de ienes (R$ 134 bilhões). Para reforçar a confiança dos investidores, a Toyota também expandiu o programa de recompra de ações para 1,3 trilhão de ienes (R$ 45 bilhões), superando o plano anterior de 1 trilhão de ienes.
Em um único pregão na bolsa, as ações da Toyota tiveram valorização de quase 17%, revertendo as perdas acumuladas em 2026. Esta foi a mais expressiva alta diária desde outubro de 1987, período que marcou a recuperação após o colapso da Bolsa na "Segunda-feira Negra".
Apesar do resultado positivo, as vendas globais da Toyota caíram 3,4% nos primeiros nove meses do ano, somando 7,5 milhões de veículos, impacto atribuído principalmente à retração do mercado automobilístico na China. Por outro lado, as vendas na América do Norte apresentaram crescimento de 1,1% no período, e o lucro operacional na região retornou ao positivo desde a imposição de tarifas pelo governo dos EUA.
Para enfrentar a concorrência, principalmente dos fabricantes chineses de veículos elétricos, a Toyota se comprometeu a buscar fornecedores de componentes mais competitivos, sem restrição de nacionalidade. "Selecionamos peças e tecnologias com base na competitividade, independentemente da nacionalidade", afirmou Yoichi Miyazaki, vice-presidente executivo da companhia.
A montadora também apresentou novas estratégias para fortalecer sua presença na América do Norte, China e mercados do Sul Global, com especial atenção ao Sudeste Asiático. Nos Estados Unidos, planeja ampliar a produção doméstica de veículos híbridos e utilizar robôs para reduzir custos com mão de obra.
Além disso, a Toyota pretende unificar sua linha de carros menores em uma arquitetura veicular comum, visando ganhos de escala para competir com suas rivais chinesas. A empresa confirmou a criação de uma companhia de robótica que acelerará a automação em suas fábricas e oferecerá uma nova fonte de receita além do setor automotivo.
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