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JPMorgan rebaixa recomendação da Ultrapar para neutra e mantém compra para Vibra Energia

Banco destaca valorização das ações da Ultrapar e mantém avaliação positiva para Vibra Energia.

O banco JPMorgan atualizou suas recomendações para o setor de distribuição de combustíveis, rebaixando a avaliação das ações da Ultrapar (UGPA3) de compra para neutra, enquanto manteve a classificação de compra (overweight) para a Vibra Energia (VBBR3), considerada sua ação preferida no setor.

Segundo o JPMorgan, o cenário favorável para distribuição de combustíveis já está refletido nos preços das ações, especialmente após a valorização expressiva da Ultrapar, que acumula alta de 91% desde o início de 2026. A Vibra, por sua vez, teve valorização de 45% no mesmo período.

O banco destaca que, embora as margens do setor devam permanecer saudáveis devido às condições macroeconômicas e restrições geopolíticas, o risco-retorno para a Ultrapar tornou-se menos atrativo após a forte alta. O preço-alvo para a Ultrapar foi definido em R$ 42,50, considerando avaliação positiva da execução operacional, mas ponderando que grande parte da rentabilidade já está precificada.

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Observa ainda que a Ultrapar se beneficiou de margens maiores, melhora competitiva da Ipiranga e menor pressão regulatória para Ultragaz, resultando em geração de caixa significativa, redução do endividamento e aumento dos retornos aos acionistas.

O JPMorgan projeta que a Ultrapar negociará a 12,7 vezes o lucro esperado para 2027, com retorno de fluxo de caixa livre de 9%. Os riscos para essa projeção incluem possibilidade de margens elevadas por período mais longo e decisões relativas à alocação de capital.

Sobre a Vibra Energia, o banco reforça a recomendação de compra, com preço-alvo em R$ 44,50, destacando sua combinação mais atraente de valuation, potencial de melhorias operacionais e desalavancagem.

A Vibra deve continuar se beneficiando do ambiente favorável do setor, com espaço para ganhos operacionais e financeiros, além de reduzir seu endividamento. A expectativa é que a relação dívida líquida/EBITDA caia para cerca de 1,6 vez até o fim de 2027, enquanto a Ultrapar deve alcançar 0,7 vez.

Além disso, o JPMorgan observa que a Nova Futura (Inpasa), acionista relevante da Vibra que aumentou sua participação para 15%, pode proporcionar suporte adicional às ações por meio de novas parcerias.

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