Petrobras se aproxima dos R$ 900 bilhões em valor de mercado com ações em alta de quase 100% em 2026
A Petrobras registra ganhos expressivos em 2026 e analistas reforçam perspectiva positiva para as ações, destacando crescimento produtivo e bons resultados financeiros.
As ações da Petrobras (PETR3 e PETR4) apresentaram um desempenho significativo em 2026, acumulando ganhos próximos a 100% até 19 de outubro. Enquanto PETR3 valorizou-se 109,41%, alcançando R$ 64,54, as ações PETR4 subiram 99,04%, atingindo R$ 58. Apesar de uma queda de cerca de 3% no pregão do dia 19, esses papéis bateram recordes históricos nas últimas semanas, com a estatal atingindo valor de mercado de R$ 820 bilhões na sexta-feira, dia 16 de outubro.
Analistas de mercado mantêm uma visão positiva sobre as ações da Petrobras, indicando espaço para uma valorização adicional. Um relatório recente do Bradesco BBI destacou a Petrobras como uma das principais opções no setor de petróleo, com preço-alvo para PETR4 fixado em R$ 62 e recomendação de desempenho acima da média do mercado (outperform). O banco aponta a combinação de menor risco político, resultados produtivos acima das expectativas e a potencial elevação das margens de refino em 2027 como fundamentos para revisões positivas dos resultados e valorização dos papéis.
Dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) indicam que a produção de petróleo da Petrobras atingiu 2,96 milhões de barris por dia em setembro de 2026, crescendo 1% em relação a agosto. No terceiro trimestre de 2026, a média ficou em 2,89 milhões de barris por dia, 6% acima do trimestre anterior e acima da estimativa consensual de 2,77 milhões de barris por dia.
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O desempenho robusto da produção reforça a expectativa de que as projeções de mercado sejam revisadas para cima, o que pode resultar em aumentos nas estimativas de Ebitda, lucro e geração de caixa da companhia para o terceiro trimestre de 2026.
O Bank of America (BofA) também divulgou um relatório reiterando sua confiança na Petrobras, prevendo que a estatal supere os R$ 900 bilhões em valor de mercado. O banco elevou o preço-alvo das ações ordinárias e preferenciais para R$ 70. Segundo o BofA, o mercado ainda subestima as vantagens estruturais dos campos do pré-sal, tais como maior recuperação e produtividade do petróleo, platôs de produção longos e declínio lento.
O BofA projetou a produção de petróleo da Petrobras para 2,94 milhões de barris por dia em 2027 e 3,08 milhões em 2028, números superiores às metas oficiais da companhia, que prevêem 2,6 milhões e 2,7 milhões de barris, respectivamente. A instituição financeira também destacou a capacidade de geração de caixa da Petrobras, estimando um rendimento do fluxo de caixa livre para acionistas (FCFE yield) de 18,4% em 2027 e 12,5% em 2028, e dividend yield de 11,2% em 2027 e 8,3% em 2028, valores acima dos praticados pelas maiores petrolíferas globais.
O Itaú BBA reforçou sua recomendação de compra para PETR4, com preço-alvo de R$ 64, salientando que as ações permanecem em destaque para investidores do setor de petróleo, gás e distribuição. O banco ressalta os fundamentos ligados à produção elevada e às margens de refino como motivos para manter a preferência pelos papéis.
O BTG Pactual confirmou a Petrobras como sua principal escolha no setor de petróleo e gás, atribuindo a isso o crescimento da produção e a rentabilidade atrativa do petróleo e dos combustíveis. O banco projeta um yield de fluxo de caixa para acionistas próximo a 11% em 2027 e dividend yield ao redor de 9%, assumindo preço do barril de Brent em US$ 70 e crack spreads médios de US$ 35 por barril.
Segundo um levantamento da Reuters com nove analistas que acompanham PETR4, oito recomendam compra e apenas um indica manutenção, com preço-alvo médio estimado em R$ 60,94, o que sugere um potencial de valorização moderado de cerca de 5% em relação ao último fechamento.
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