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Dia do Pão: alimento movimenta quase R$ 20 bilhões no foodservice brasileiro

Levantamento do Instituto Foodservice Brasil revela queda no consumo de pão, que ainda assim mantém significativa presença no foodservice do país.

No Dia do Pão, celebrado em 16 de outubro, um levantamento do Instituto Foodservice Brasil (IFB) com dados de junho de 2025 a junho de 2026 mostra que o pão segue sendo um dos alimentos mais relevantes no foodservice brasileiro, movimentando R$ 19,4 bilhões mesmo com uma redução de 21% no preço médio do produto.

O número de transações envolvendo pão também caiu 25% em relação ao período anterior, com cerca de 1,2 bilhão de compras registradas, contra 1,6 bilhão em 2024, quando houve crescimento de 4% no volume de vendas. Apesar disso, o pão está presente em 31% dos cardápios de estabelecimentos de alimentação fora do lar, como restaurantes, padarias, cafeterias, lanchonetes e bares.

Consumo pautado na praticidade

Segundo o IFB, a principal motivação para consumir pão atualmente é a conveniência, que representa 45% das ocasiões de consumo, incluindo atributos como rapidez, facilidade e adaptação à rotina do consumidor — um aumento de 8% em relação ao ano anterior. Por outro lado, o consumo por indulgência diminuiu para 41%, indicando menor busca pelo alimento por prazer ou recompensa emocional.

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O consumo de pão concentra-se principalmente no café da manhã, com 48% das ocasiões, apontando o alimento como componente central dessa refeição no Brasil. Em termos demográficos, adultos entre 25 e 44 anos correspondem a 47% do consumo total e os homens a 58%.

Tipos de pão e presença regional

No foodservice, o pão brioche é o mais comum, figurando em 19% dos estabelecimentos, seguido por pão artesanal (10%), pão francês (4%), pão australiano (2%) e pão sírio (2%). A presença do pão varia conforme o tipo de operação: está em 80% das hamburguerias, 70% dos restaurantes árabes, 68% das confeitarias, 57% das cafeterias e 44% das lanchonetes.

Regionalmente, a região Sul lidera a presença do pão nos cardápios, com 36% dos estabelecimentos inserindo o alimento em suas ofertas.

Contexto do setor

O setor de panificação registra uma desaceleração no fluxo de clientes, segundo o Instituto de Desenvolvimento das Empresas de Alimentação (IDEAL), que indicou queda de 2,31% no movimento das padarias entre janeiro e maio de 2026, apesar do aumento do faturamento e do ticket médio.

Para Ingrid Devisate, vice-presidente executiva do IFB, a versatilidade do pão explica sua resiliência no foodservice: "O pão acompanha mudanças no comportamento do consumidor devido à sua capacidade de adaptação e importância na rotina dinâmica atual".

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