Custos com combustível de 9,3 bilhões de euros derrubam lucro da Lufthansa em 2026
Companhia aérea projeta gasto elevado com combustível e lucro operacional entre 1,7 e 2 bilhões de euros em 2026.
A companhia aérea alemã Lufthansa reajustou sua previsão de lucro operacional para o ano de 2026, devido ao aumento significativo dos gastos com combustível. A empresa estima que, ao longo do ano, os custos com combustível de aviação totalizarão 9,3 bilhões de euros (R$ 57,1 bilhões), valor que impactou a redução da projeção de lucro para um intervalo entre 1,7 bilhão e 2 bilhões de euros.
Apesar de manter a previsão de crescimento estável de sua capacidade operacional, a Lufthansa destacou que os resultados do terceiro trimestre estiveram alinhados com as expectativas do mercado, com um lucro operacional de 1,4 bilhão de euros, ligeiramente acima da média projetada por analistas.
O aumento dos preços do combustível, atribuído ao cenário de guerra no Irã, está pressionando o setor aéreo europeu, levando companhias a aumentar tarifas aéreas assim que os contratos de proteção contra variações de preço, conhecidos como hedge, expirarem. Carsten Spohr, presidente-executivo da Lufthansa, afirmou que apesar do acréscimo de aproximadamente meio bilhão de euros nos custos com combustível, o incremento da receita e a disciplina nos custos compensaram esse impacto.
Em relação à estratégia para 2027, Spohr informou que a empresa pretende continuar protegendo os custos de combustível via operações de hedge, destacando que já garantiu 75% desses custos para o primeiro semestre deste ano.
O diretor financeiro da companhia, Till Streichert, mencionou que o lucro operacional anual estará condicionado à demanda do mercado, evolução dos custos de combustível e ao desempenho da divisão de transporte de cargas, a Lufthansa Cargo, especialmente no quarto trimestre.
Além disso, a Lufthansa observou uma demanda expressiva no segmento premium e tráfego consistente para os continentes asiático e norte-americano. A companhia também destacou que os passageiros estão fazendo reservas próximas às datas das viagens, porém pagando tarifas mais elevadas, o que tem ajudado a manter a resistência dos resultados financeiros.
Analistas indicam que o bom desempenho registrado no terceiro trimestre e as expectativas positivas para o quarto trimestre podem resultar em revisões favoráveis nas projeções de lucro, ainda que em níveis discretos.
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