Bayer aumenta previsão de lucro para 2026 após forte desempenho no 3º trimestre
Bayer revisa para cima projeção de lucro em 2026 após desempenho positivo no terceiro trimestre.
A farmacêutica Bayer elevou sua previsão de lucro para 2026 após apresentar um desempenho superior ao esperado no terceiro trimestre do ano, conforme relatório divulgado nesta terça-feira (3).
O setor farmacêutico da empresa registrou vendas de 4,68 bilhões de euros (aproximadamente R$ 28,7 bilhões) entre julho e setembro, um valor 5% acima das estimativas dos analistas consultados pela Vara Research.
Segundo o diretor-executivo Bill Anderson, a companhia alcançou "um ponto de inflexão na trajetória de crescimento da divisão farmacêutica", indicando que já é possível observar a recuperação do segmento.
O lucro operacional da Bayer, medido pelo Ebitda ajustado – que considera o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização e exclui itens não recorrentes –, foi de 1,62 bilhão de euros (R$ 9,95 bilhões), superando as previsões em cerca de 13%.
Além disso, a empresa revisou para baixo suas projeções de dívida financeira líquida, reduzindo a expectativa em 1 bilhão de euros e estimando o valor para o ano entre 28 e 29 bilhões de euros (entre R$ 171,9 bilhões e R$ 178 bilhões).
As ações da Bayer subiram 2% no início das negociações em Frankfurt, refletindo a melhora na perspectiva financeira da empresa.
A Bayer enfrenta desafios decorrentes da pesada dívida adquirida com a compra da Monsanto, em 2018, por US$ 63 bilhões (cerca de R$ 312,8 bilhões, na cotação de 03/11), negócio também marcado por processos judiciais ligados ao herbicida Roundup.
Para 2026, a companhia espera que o lucro operacional ajustado, considerando o câmbio, atinja entre 9,8 bilhões e 10,3 bilhões de euros (R$ 60,2 bilhões a R$ 63,2 bilhões), revisando para cima a faixa anterior de 9,6 bilhões a 10,1 bilhões de euros.
Por outro lado, a divisão de ciência agrícola da Bayer, que comercializa sementes e defensivos agrícolas, apresentou lucro operacional ajustado de 101 milhões de euros (R$ 620 milhões), abaixo dos 164 milhões de euros previstos pelos analistas. Esse desempenho foi impactado pelo aumento das despesas de vendas e pela redução nas vendas nas regiões EMEA (Europa, Oriente Médio e África) e Ásia-Pacífico.
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