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Aramco cresce 34,5% no lucro e amplia rotas de exportação de petróleo

A petrolífera saudita registrou lucro líquido de US$ 36,25 bilhões no terceiro trimestre de 2026, superando expectativas e expandindo infraestrutura.

Aramco cresce 34,5% no lucro e amplia rotas de exportação de petróleo
Foto: Agência Brasil

A Aramco, maior exportadora de petróleo do mundo, divulgou um crescimento de 34,5% no lucro líquido do terceiro trimestre de 2026, alcançando US$ 36,25 bilhões (cerca de R$ 180 bilhões, na cotação de 03/11). O resultado supera o valor de US$ 26,9 bilhões (cerca de R$ 133,6 bilhões, na cotação de 03/11) do mesmo período do ano anterior e representa uma ampliação em relação aos US$ 32,7 bilhões (cerca de R$ 162,4 bilhões, na cotação de 03/11) obtidos no segundo trimestre de 2026.

A empresa atribui o aumento principalmente à elevação da receita e à saída de participação em uma joint venture, em meio a um cenário de conflito geopolítico entre Estados Unidos e Irã, que afetou sua produção. Apesar da redução na produção causada pela guerra, o preço médio do barril subiu para US$ 95,2 no período, compensando a menor oferta.

Expansão das rotas de exportação e infraestrutura

Para garantir a continuidade das operações diante dos ataques às suas instalações, incluindo o oleoduto Leste-Oeste considerado uma "linha de vida essencial" para o transporte interno, a Aramco trabalha na ampliação desse oleoduto, que desvia o fluxo do petróleo para evitar o estreito de Hormuz.

O presidente-executivo Amin Nasser destacou que o projeto de expansão já está em andamento, e a empresa avalia ainda outras rotas alternativas de exportação para reduzir riscos de interrupção. A Aramco também considera ampliar sua capacidade de armazenamento de petróleo no exterior para aumentar a flexibilidade e a segurança do abastecimento.

Produção e resultados operacionais

A produção total de hidrocarbonetos no terceiro trimestre foi de 11,05 milhões de barris equivalentes por dia, ante 13,3 milhões no ano anterior. A produção líquida foi de 8,7 milhões de barris diários, com queda em relação aos 10,8 milhões do período anterior.

Apesar das interrupções causadas pela guerra e pelos ataques, a confiabilidade do abastecimento permaneceu alta, em 97,8%, com a Aramco conseguindo restaurar rápida e eficazmente os carregamentos afetados.

Impactos da crise energética global

O executivo ressaltou que o conflito geopolítico exacerba a crise global no fornecimento de energia, elevando custos e afetando insumos essenciais como fertilizantes, o que ajuda a alimentar as pressões inflacionárias na economia mundial.

Mais de 130 ataques a petroleiros foram registrados até agora no conflito, principalmente contra navios de grande porte, o que elevou as tarifas de transporte marítimo em mais de 15 vezes em comparação com o ano anterior.

Por fim, Amin Nasser afirmou que a demanda global por petróleo continua robusta e que a Aramco está preparada para aumentar a produção conforme necessário, destacando a necessidade de não basear decisões de investimento em condições transitórias de mercado.

Tags: AramcoInfraestrutura Energéticaexportaçãolucro empresarialpetróleo

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