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Ueno Bank do Paraguai colapsa e afeta 3 milhões com mais de R$ 4 bilhões públicos

Colapso do maior banco digital paraguaio causa crise financeira e protestos, com prisão de diretores e renúncia no Banco Central.

Prédio do Banco Central em Brasília. Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
Prédio do Banco Central em Brasília. Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

O colapso do Ueno Bank, maior banco digital do Paraguai, impactou cerca de 3 milhões de clientes e envolveu quase US$ 850 milhões (cerca de R$ 4,2 bilhões, na cotação de 05/11) de recursos públicos, incluindo fundos da Previdência e do Ministério da Saúde.

A crise financeira provocou o bloqueio do acesso dos clientes às suas contas, aplicativos e cartões, afetando também brasileiros residentes no país. Em Assunção, capital paraguaia, ocorreram manifestações nas ruas exigindo a devolução do dinheiro retido e o impeachment do presidente Santiago Peña, que foi reprimido pelas forças de segurança.

Em resposta, a Câmara dos Deputados do Paraguai convocou uma sessão extraordinária para debater a situação. Além disso, houve mudanças na liderança do sistema bancário: o presidente do Banco Central renunciou e oito diretores do Ueno Bank foram presos.

Leia também: MP do Paraguai investiga Ueno Bank por simulação de venda de carteira de R$ 367,4 milhões

As investigações mostraram que o índice de solvência da instituição financeira estava abaixo da metade do mínimo exigido pela legislação paraguaia, o que levou o Banco Central a decretar intervenção no banco.

Até o ano passado, o presidente do país, Santiago Peña, era sócio do grupo controlador do Ueno Bank, o que intensificou as pressões políticas relacionadas à crise.

O banco também tinha envolvimento com o esporte, patrocinando a seleção paraguaia de futebol. Alguns jogadores manifestaram apoio público às vítimas do colapso e revelaram que tinham valores depositados na instituição.

Tags: ParaguaiProtestosUeno Bankbanco centralcrise bancáriadinheiro público

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