Aos 43 anos, Laura Sides enfrenta Alzheimer precoce e reestrutura sua vida
Laura Sides fez teste genético que confirmou risco de Alzheimer precoce e escolheu viver plenamente antes do início dos sintomas.
Laura Sides decidiu fazer um teste genético que revelou que ela herdou o gene associado à variante de Londres da doença de Alzheimer de início precoce. Após a morte do pai, diagnosticado com essa forma rara de demência, ela enfrentou o dilema sobre descobrir ou não seu próprio risco.
Aos 43 anos, Sides optou por não ter filhos e busca aproveitar o tempo com as pessoas que ama, já que os sintomas da doença devem surgir entre os 46 e 48 anos.
Descoberta e impacto pessoal
Desde a juventude, Sides era muito próxima do pai, um médico de família que teve o diagnóstico precoce. A convivência próxima motivou sua decisão pelo teste, após aconselhamento genético de seis meses.
Quando recebeu o resultado, confirmou que carrega o gene relacionado à doença, o que causou nela inicialmente choque e raiva, mas também a determinação de viver plenamente.
Convivendo com o diagnóstico
Mesmo preocupada, Sides não deixa que o diagnóstico domine sua vida. Ela continua ativa, participa de estudos clínicos e valoriza momentos simples da vida, como estar ao ar livre e com amigos.
Em relacionamentos, enfrenta dúvidas sobre quando e se deve contar sobre sua condição, e relata que alguns relacionamentos terminaram após a revelação, mas outros mostraram que ainda é possível ser amada e apoiada.
Contexto científico do Alzheimer precoce
A doença de Alzheimer de início precoce é rara e associada a três genes específicos (APP, PSEN1 e PSEN2), relacionados ao acúmulo tóxico da proteína beta-amiloide no cérebro. Essa variante costuma aparecer entre os 40 e 60 anos.
Especialistas explicam que a genética está relacionada a cerca de 10% dos casos de Alzheimer precoce. A deterioração cognitiva nessas formas pode ocorrer de maneira progressiva, com diferentes graus e manifestações.
Embora ainda existam muitas incógnitas sobre os fatores que levam ao desenvolvimento da doença, estudos apontam que baixa capacidade cognitiva na vida adulta jovem e lesões cerebrais traumáticas podem aumentar o risco.
O relato de Laura Sides, adaptado do programa Life Changing da BBC Radio 4, ilustra o impacto emocional e as escolhas de quem enfrenta esse diagnóstico precoce.
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