MPT investiga Índia Armelau por sugerir demissão de quem apoiou Lula
Deputada estadual é investigada por possível incentivo à dispensa discriminatória após publicações nas redes sociais.
O Ministério Público do Trabalho (MPT) do Rio de Janeiro abriu uma investigação contra a deputada estadual Índia Armelau (PL) após publicações nas redes sociais em que ela sugeriu que empregadores verifiquem o posicionamento político de seus funcionários para possíveis demissões.
Índia Armelau publicou mensagens no qual orientava empresários a verificarem se os funcionários teriam feito o gesto do "L", símbolo associado ao ex-presidente Lula, e afirmou que não faria sentido manter na empresa "quem odeia empresários".
A investigação do MPT visa apurar se a deputada praticou conduta que incentive a dispensa discriminatória por parte dos empregadores, o que é vedado pela legislação trabalhista.
Em resposta à apuração, Índia Armelau gravou um vídeo negando que defendesse demissões em massa. Ela afirmou que as publicações apoiavam a campanha "Não Contrate Quem Odeia Empresário" e defendeu que empresários contratem pessoas alinhadas a seus valores políticos.
Sobre a investigação, a deputada criticou o que considera cerceamento da liberdade de expressão e reforçou a divisão política no país entre apoiadores do Partido dos Trabalhadores (PT) e conservadores. Também proferiu declarações depreciativas direcionadas à região Nordeste, associando-a a problemas sociais como violência, analfabetismo e pobreza.
Os fatos foram noticiados inicialmente pela coluna de Ancelmo Gois, do G1, e a apuração do MPT está em andamento para avaliar as possíveis implicações legais das manifestações da deputada nas redes sociais.
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