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PF cumpre 5 mandados contra deputado Marcelo Queiroz na Castratio

A Polícia Federal cumpre mandados de busca no Rio de Janeiro e Niterói em investigação sobre contratos para castração de animais.

Carro da Polícia Federal nas ruas.
Carro da Polícia Federal nas ruas. Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (27) a segunda fase da Operação Castratio, que investiga supostos desvios em contratos no valor de R$ 200 milhões firmados pela Secretaria Estadual de Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Rio de Janeiro para serviços de castração e esterilização de animais.

A ação incluiu o cumprimento de cinco mandados de busca e apreensão em endereços localizados no Rio de Janeiro e Niterói, incluindo o escritório do deputado federal Marcelo Queiroz (PSDB), que era secretário da pasta no período em que os contratos foram firmados. As ordens foram expedidas pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), em razão do foro privilegiado do parlamentar.

A investigação da PF visa apurar a extensão das atividades ilegais relacionadas a uma organização criminosa que teria atuado no esquema envolvendo os contratos. Entre os crimes em apuração estão o peculato, a corrupção passiva e ativa e a lavagem de dinheiro.

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Na primeira fase da Operação Castratio, deflagrada em maio, foram coletados materiais que motivaram o desdobramento atualmente em curso. A apuração inicial apontava indícios de superfaturamento, direcionamento de licitação e fraude nos contratos assinados com a empresa Consuvet, que foi criada poucos meses antes de vencer a licitação para prestação dos serviços.

Antônio Emílio Santos, então diretor administrativo e financeiro da Secretaria de Agricultura, autorizou a abertura da licitação e posteriormente se tornou sócio da Consuvet. Ele recebeu cerca de R$ 888 mil em oito meses, com movimentações financeiras consideradas suspeitas, incluindo um saque superior a R$ 700 mil no fim de 2023. A documentação apresentada pela empresa para comprovar capacidade técnica datava de um período anterior à sua criação, e o registro necessário no Conselho Regional de Medicina Veterinária só foi obtido após a assinatura do contrato.

A Polícia Federal destacou que o engajamento de Marcelo Queiroz com a causa animal estaria atrelado aos contratos investigados, já que a atuação política teria gerado votos e prestígio decorrentes das negociações fraudulentas.

O g1 tentou contato com a defesa do deputado e com o governo do Rio de Janeiro para obter posicionamentos, mas não obteve retorno até o fechamento desta matéria.

Tags: Marcelo QueirozOperação CastratioPolícia FederalRio de Janeiroinvestigação

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