PL deve anunciar Rogério Marinho para presidência do Senado em 2027
PL terá a maior bancada e deve oficializar candidatura própria para a presidência do Senado em fevereiro, com Rogério Marinho à frente.
O Partido Liberal (PL) deve anunciar oficialmente no próximo dia 4 de novembro a candidatura de Rogério Marinho (RN) para a presidência do Senado em fevereiro de 2027. O partido terá a maior bancada na Casa Legislativa a partir do próximo mandato, com 28 senadores eleitos em outubro.
O atual presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), tenta uma reeleição e negocia com parlamentares de vários partidos, incluindo a oposição, mas o PL mantém a decisão de lançar candidato próprio.
Alcolumbre busca votos entre senadores de partidos como PL, PP e Republicanos para atingir a maioria absoluta necessária — 41 dos 80 votos. Recentemente, ele discutiu a possibilidade de pautar um projeto para anistiar condenados pelo 8 de janeiro, que inclui o ex-presidente Jair Bolsonaro, o que poderia atrair o apoio da oposição.
Uma liderança do PL no Senado indicou nos bastidores que a anistia poderia valer tanto para os condenados quanto para os que os julgaram, como o ministro Alexandre de Moraes, o que evitaria a abertura de investigações contra ele na Casa.
Apesar disso, também foi levantado internamente que talvez não valha a pena para o PL apostar em uma candidatura própria por conta do desgaste e risco de perder posições importantes nas comissões, como ocorreu em 2023, quando a candidatura de Marinho foi derrotada por Rodrigo Pacheco.
O partido discute evitar uma radicalização na disputa pela Mesa Diretora e buscar acordos com Alcolumbre. No entanto, de forma majoritária, o PL rejeitou qualquer acordo e pretende seguir com a candidatura de Rogério Marinho.
O senador eleito Carlos Jordy (PL-RJ) declarou que Rogério Marinho é a candidatura com mais força e votos na atualidade. Além disso, a senadora Tereza Cristina (PP-MS) também pretende disputar o comando do Senado, mantendo seu desejo de ser a primeira mulher presidente da Casa.
Alguns oposicionistas avaliaram que a carta escrita por Flávio Bolsonaro, em que se autodeclarou “presidente eleito”, enfraqueceu a candidatura de Marinho, que foi coordenador da campanha de Flávio à presidência da República. Segundo senadores, Marinho poderia comandar o Senado sem autoridade.
Marinho confirmou em 28 de outubro que pretende ser o candidato do PL. No mesmo dia, Alcolumbre reafirmou sua postura de buscar pacificação no país e conversou sobre a aproximação com o grupo oposicionista.
Um interlocutor de Alcolumbre acredita que ele já conta com ao menos 41 votos para a reeleição, e que Marinho se posicionou como o principal adversário para disputa. Também foi informado que Alcolumbre ainda não dialogou com alas mais radicais bolsonaristas e pretende conversar com a senadora eleita Michelle Bolsonaro (PL-DF), que apoia a candidatura de Tereza Cristina.
Enquanto alguns governistas defendem o projeto de anistia, partidos como o MDB já manifestaram oposição à proposta.
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