Novo não reconhece resultado da eleição presidencial
Enquanto 27 partidos aceitam o resultado, Novo questiona legalidade da eleição e mantém ações judiciais contra Lula-Alckmin.
O partido Novo segue sem reconhecer o resultado das eleições presidenciais de 2026, nas quais Luiz Inácio Lula da Silva foi declarado vencedor pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Enquanto 27 partidos políticos aceitaram a vitória oficialmente confirmada, o presidente da legenda, Eduardo Ribeiro, afirma que o Brasil não vive uma democracia e questiona o processo eleitoral.
Ribeiro alegou nas redes sociais que houve uso da máquina pública e influência do Supremo Tribunal Federal (STF) durante a votação, fazendo referência à prorrogação do horário de votação até às 19h, decisão tomada pelo ministro Cristiano Zanin. Além disso, ele destacou que o partido possui três ações judiciais em andamento pedindo a cassação da chapa Lula-Alckmin, ajuizadas antes mesmo da eleição.
Apesar da contestação, o Novo afirma não questionar a lisura das urnas, mas sim os meios considerados ilegais que favoreceriam o candidato incumbente. Ribeiro declarou que o partido avaliará eventuais decisões judiciais e seus argumentos, mas, por enquanto, mantém a posição de não reconhecimento por coerência e adesão às ações na Justiça.
O partido também não se manifestou oficialmente sobre a declaração do senador Flávio Bolsonaro, do PL, que após perder as eleições e deixar o país, publicou uma carta com tom golpista, desconsiderando o resultado eleitoral e chegando a se autoproclamar presidente eleito. Ribeiro esclareceu que os quadros do partido estão livres para se posicionar individualmente.
Segundo apurado, a estratégia do Novo pode estar relacionada a um possível racha dentro da direita brasileira, principalmente com o PL, entre os que abraçam a contestação ao resultado e os que aceitam o veredito das urnas. O partido afirma estar aberto para aqueles que se identifiquem com seus princípios liberal-conservadores, mas evita se envolver em disputas internas da direita.
Nas eleições de 2026, o Novo elegeu dez deputados federais e três senadores, ultrapassando a cláusula de desempenho — regra que exige mínimo percentual de votos ou eleitos para acesso a recursos partidários e tempo de propaganda. O desempenho do candidato do Novo à presidência, Romeu Zema, foi inferior ao de 2022, ficando na sexta colocação com 0,27% dos votos válidos.
O TSE confirmou a regularidade do processo eleitoral e a vitória de Lula, sustentada por 27 partidos, inclusive pelo PL, que é o partido do senador Flávio Bolsonaro. O presidente da Corte Eleitoral, Kassio Nunes Marques, ressaltou que o pleito transcorreu dentro da mais absoluta normalidade.
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