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PF investiga ex-servidor do STJ por possível violação de sigilo funcional

Polícia Federal cumpre mandado contra ex-secretário de TI do STJ suspeito de facilitar acesso indevido a processos judiciais.

 ·  Atualizado em 19/10/2026 às 11h34

A Polícia Federal realiza uma operação para investigar Humberto Fontoura Pradera, ex-servidor do Superior Tribunal de Justiça (STJ), por suspeita de violação de sigilo funcional. Pradera é investigado por supostamente facilitar o acesso indevido do advogado Willer Tomaz a informações de processos em tramitação no STJ.

Willer Tomaz, amigo do senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL), é alvo de inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF) que apura suposta lavagem de dinheiro envolvendo o parlamentar. A operação da PF foi determinada no âmbito desse inquérito, sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes.

Até recentemente, Humberto Pradera ocupava o cargo comissionado de secretário de Tecnologia da Informação e Comunicação do STJ. Ele foi exonerado pelo presidente da Corte, ministro Luís Felipe Salomão, na sexta-feira (16). Na função, Pradera atuava em projetos internos relacionados à transformação digital, inteligência artificial e sistemas do tribunal.

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Segundo as investigações da Polícia Federal, o ex-servidor repassava a Willer Tomaz detalhes sobre processos internos do tribunal. Em mensagens interceptadas, Pradera informou ao advogado sobre designações de pessoas para tratar de determinados assuntos ligados aos processos e enviou fotografias de documentos exibidos na tela de um computador do STJ.

Em uma troca de mensagens, ao ser questionado sobre o número de determinado processo, Pradera respondeu com o número "REsp 2122969" e comentou sobre a situação da tutela vinculada ao julgamento daquele recurso especial. As conversas indicam o compartilhamento de informações internas do tribunal com o advogado, contrariando normas de sigilo e integridade judicial.

A Operação Linceu, como foi nomeada, conta com o cumprimento de mandado de busca e apreensão em Brasília contra o ex-servidor. O procedimento judicial visa colher provas que esclareçam o alcance das supostas práticas ilegais.

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