Bolsa Família terá regra de transição de dois anos em plano de Flávio Bolsonaro para eleições 2026
Campanha de Flávio Bolsonaro propõe desligamento de beneficiários após dois anos, com foco em crédito e capacitação para saída do programa.
A coordenadora do núcleo econômico da campanha de Flávio Bolsonaro, Daniella Marques, afirmou no dia 19 de outubro de 2026 que, caso o candidato seja eleito presidente, o programa Bolsa Família terá uma regra de transição de dois anos, período no qual os beneficiários receberão o benefício antes de serem desligados do programa.
Segundo Daniella Marques, um Ministério da Prosperidade será criado para auxiliar a população nesse processo, oferecendo concessão de crédito para novos negócios e capacitação. A intenção é promover a prosperidade, com foco em colocar o brasileiro para crescer junto ao país, preservando as proteções sociais, mas proporcionando a cada cidadão um plano de crescimento por meio de crédito, capacitação e parcerias com empresas privadas para cursos livres.
O Bolsa Família, principal programa social do governo Lula, foi relançado em março de 2023 e contou com reajuste de aproximadamente 15% em setembro de 2026, elevando o valor base de R$ 600 para R$ 691. Para continuar recebendo o benefício, é necessário que a renda mensal por pessoa seja de até R$ 218, que o Cadastro Único esteja atualizado e que os compromissos em saúde e educação sejam cumpridos.
Em agosto de 2026, cerca de 19,3 milhões de famílias receberem o benefício. A proposta apresentada pela campanha de Flávio Bolsonaro indica a substituição progressiva do auxílio por mecanismos que fomentem a autonomia financeira dos beneficiários, por meio de políticas públicas voltadas à capacitação e ao empreendedorismo.