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PGE é contra suspender canal 'Exército do Lula'

Ministério Público Eleitoral defende que mobilização de apoiadores não configura fraude e pede investigação sobre anúncio pago direcionado ao canal.

Ministro do TSE impede Nunes Marques de suspender canal 'Exército do Lula' sem aval do plenário
Ministro do TSE impede Nunes Marques de suspender canal 'Exército do Lula' sem aval do plenário

A Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE) manifestou-se no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) neste sábado (24) contra a suspensão do canal "Exército do Lula". Coordenado pelo deputado reeleito André Janones (Rede-MG), o canal possui mais de 10,7 milhões de inscritos e tem como objetivo compartilhar conteúdos, como áudios e vídeos, para os apoiadores do presidente Lula.

A manifestação da PGE responde a uma ação da campanha do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), que solicitava a investigação e eventual suspensão do canal. O Ministério Público Eleitoral considerou que a mobilização coordenada de apoiadores por meio de um canal no WhatsApp, com adesão voluntária, e a publicação simultânea de conteúdos políticos não configuram automaticamente uma fraude.

No parecer, o vice-procurador-geral Eleitoral, Alexandre Espinosa, destacou que "a adesão de pessoas reais que publicam ao mesmo tempo porque assim decidiram, constitui exercício da capacidade eleitoral ativa, que abrange também o direito de fazer campanha e de tentar persuadir outras pessoas por meios lícitos, sem violência ou intimidação". Para ele, garantir a liberdade de expressão implica também na preservação dos espaços de mobilização que possibilitam essa organização.

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A Procuradoria ressaltou que, para caracterizar algum tipo de prática ilegal, seria necessário comprovar ações específicas, como uso de ferramentas digitais automatizadas para a propagação do conteúdo. No entanto, o Ministério Público Eleitoral afirmou que não foram identificados indícios desse tipo de comportamento nem pelas plataformas responsáveis.

De acordo com o órgão, canais de WhatsApp, hashtags e demais recursos digitais são disponibilizados pelos próprios provedores como meios legais e acessíveis. A utilização conjunta e coordenada por eleitores é considerada uma ação legítima de mobilização coletiva, e não o funcionamento de uma ferramenta digital automatizada.

Além disso, a PGE recomendou a apuração detalhada sobre a aprovação de anúncios pagos direcionando usuários ao canal, os quais passaram pelo sistema de verificação da Meta, empresa responsável pelo aplicativo WhatsApp.

Por fim, deve ser observado que a manifestação da Procuradoria-Geral Eleitoral ocorreu em meio a uma disputa judicial sobre o canal no TSE, a qual motivou o posicionamento do Ministério Público sobre os limites da liberdade de expressão e da organização política digital.

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