Flávio Bolsonaro e Trump mantêm contato pessoal limitado
Senador Flávio Bolsonaro, que fugiu para os EUA após derrota eleitoral, mantém afinidade com Trump, que evita apoiá-lo publicamente.
O senador Flávio Bolsonaro fugiu para os Estados Unidos após ser derrotado no segundo turno da eleição presidencial. Apesar da afinidade ideológica com o presidente americano Donald Trump, o contato pessoal entre os dois é limitado, tendo ocorrido apenas uma reunião presencial, em maio de 2026, na Casa Branca.
Nesse encontro, Flávio solicitou que o governo dos EUA classificasse as facções criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV), atuações transnacionais, como organizações terroristas. Essa designação abriu caminho para medidas como bloqueio de ativos e responsabilização criminal nos Estados Unidos, embora não altere a legislação brasileira.
Após a imposição de tarifas de 25% pelos EUA sobre produtos brasileiros, Flávio enviou uma carta ao secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, pedindo a suspensão dessas taxas até o resultado da eleição presidencial, propondo negociações comerciais futuras.
O senador também defendeu o sistema de pagamentos brasileiro Pix contra possíveis sanções americanas, assumindo o compromisso de que o Pix não será internacionalizado e destacando que não substitui serviços oferecidos por cartões de crédito e débito.
Em 2025, Flávio comemorou as sanções impostas pelos Estados Unidos a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), incluindo Alexandre de Moraes, como parte da Lei Magnitsky, que foi posteriormente revogada para Moraes em dezembro do mesmo ano.
Questionado sobre a carta em que Flávio se declarou "líder do Brasil", Trump disse não querer se envolver e evitou apoiar publicamente o senador, explicando que não tomou partido nas eleições brasileiras a pedido do presidente Lula.
Durante a campanha eleitoral, Trump manteve distância, comentando apenas que o resultado de Flávio Bolsonaro foi "apertado, mas impressionante" e não declarou apoio explícito.
Embora haja convergência ideológica, a relação entre Flávio Bolsonaro e Donald Trump continua marcada por limitações no vínculo pessoal e político, especialmente diante da campanha eleitoral americana que Trump enfrenta e das críticas à aproximação entre a família Bolsonaro e Washington por parte do governo Lula.
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