Trump questiona eleição no Brasil e apoia Flávio Bolsonaro
Presidente dos EUA levantou suspeitas sem provas sobre o pleito brasileiro e aprovou a ida de Flávio Bolsonaro ao país.
Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, levantou suspeitas sobre a eleição brasileira sem apresentar provas, num discurso que repercutiu internacionalmente. Após o segundo turno das eleições no Brasil, Trump afirmou que o pleito "pareceu mais uma eleição fraudada", mas sem indicar evidências concretas de irregularidades, ressaltando que gosta do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Durante um comício no estado do Texas, Trump voltou a insinuar a existência de fraude no processo eleitoral brasileiro, mantendo a linha da retórica que adota em relação às eleições nos Estados Unidos.
Em paralelo, a fuga do senador Flávio Bolsonaro para os EUA ganhou destaque internacional, e Trump manifestou seu apoio à ida do parlamentar ao país norte-americano. O Departamento de Estado dos EUA concedeu vistos para Flávio e sua família, permitindo a entrada no território.
No dia 28 de outubro, Trump evitou comentar a carta divulgada pelo senador brasileiro, na qual Flávio se declarou "líder do Brasil". O presidente americano disse não querer se envolver diretamente e afirmou que acredita que o senador foi tratado de forma injusta no Brasil, mais acrescentou não ter conversado com ele até então.
Na quinta-feira, 29 de outubro, Trump declarou que não tomou partido nas eleições brasileiras a pedido de Lula e disse que conversaria com o presidente brasileiro, mas evitou reconhecer oficialmente a vitória do petista. Questionado sobre quem considera vencedor, respondeu que não gostaria de comentar.
Apesar das alegações de fraude, o resultado da eleição foi confirmado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que oficializou a vitória de Lula. O partido de Flávio, o PL, também reconheceu o resultado, embora tenha pedido esclarecimentos à Justiça.
Nos Estados Unidos, Trump enfrenta uma eleição decisiva para o restante de seu mandato, marcada para 3 de novembro, quando os americanos escolherão novos membros da Câmara e parte do Senado. O republicano já levantou dúvidas sobre aceitar o resultado, afirmando que respeitará as eleições "se forem honestas".
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