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Durigan rejeita tabelar juros no governo Lula

Dario Durigan esclarece que propostas como tabelar a Selic ou queimar reservas não estão em pauta nem há reunião prevista com André Lara Resende.

Lula em Pronunciamento
Lula em Pronunciamento. Foto: Agência Brasil

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta segunda-feira (2) que propostas como tabelar a taxa Selic — o juro básico da economia, definido pelo Banco Central — ou queimar reservas cambiais para compensar saída de capitais do país não estão em avaliação para o quarto mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Essa manifestação ocorre em meio a rumores sobre um possível encontro entre o presidente Lula e o economista André Lara Resende, conhecido por sua participação no Plano Real e por defender um novo arranjo entre políticas fiscal e monetária para reduzir a taxa de juros.

Durigan esclareceu que não há agenda prevista para uma reunião entre Lula e André Lara Resende. Segundo a assessoria da Fazenda, diversos economistas manifestaram interesse em dialogar com o presidente e o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloizio Mercadante, mas nenhum compromisso foi agendado.

Mercadante, conselheiro histórico de Lula e coordenador dos grupos técnicos na transição governamental, também negou que as propostas defendidas por André Lara estejam em debate no governo ou que haja um encontro marcado com o presidente.

O economista propôs em setembro um plano que prevê a formação de um Conselho Fiscal e Monetário Nacional, que definiria metas para políticas fiscais e monetárias para períodos de quatro a cinco anos, além da redução gradual da taxa Selic para cerca de 7,5% ao ano, considerando um spread transitório de segurança. Atualmente, a Selic está em 13,75% ao ano.

Em sua análise, André Lara Resende criticou o que considera uma taxa de juros alta e defendeu a necessidade de superar preconceitos associados a teorias econômicas consideradas ultrapassadas.

Nas redes sociais, a deputada federal Gleisi Hoffmann (PT-PR) apoiou o artigo do economista, ressaltando sua importância para enfrentar pressões contrárias à política fiscal brasileira. Ela também criticou a reação negativa do mercado financeiro quanto à possibilidade da reunião, afirmando que o "mercado financeiro tem o DNA do autoritarismo".

O governo Lula pretende iniciar a discussão sobre a equipe econômica e as diretrizes do quarto mandato a partir do dia 3 de novembro, segundo Aloizio Mercadante.

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