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Líderes internacionais parabenizam Lula; EUA mantêm silêncio

Diversos chefes de Estado cumprimentaram Lula por sua vitória, enquanto os EUA ainda não se manifestaram oficialmente.

Após a confirmação da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no domingo (25), diversos líderes mundiais enviaram cumprimentos oficiais ao chefe do Executivo brasileiro. A manifestação de apoio e felicitações veio de países com diferentes orientações políticas e regiões geográficas, incluindo potências como China, Rússia e Índia, além de governos da América Latina e Europa.

Na segunda-feira (26), o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Guo Jiakun, declarou em coletiva que Pequim parabeniza Lula pela vitória e reafirma o interesse em fortalecer a parceria estratégica entre os dois países. A China, maior parceira comercial do Brasil desde 2009, ressaltou a disposição de construir uma "comunidade de futuro compartilhado".

De Moscou, o Kremlin reconheceu a vitória do presidente reeleito e destacou a importância do papel de Lula nas relações bilaterais e no contexto do Brics. Já na Índia, o primeiro-ministro Narendra Modi se referiu a Lula como "caro amigo" e expressou a expectativa de aprofundar a parceria estratégica multifacetada entre os países, enfatizando a busca por um mundo mais inclusivo e sustentável.

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Na esfera europeia, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, comemorou a vitória como um triunfo da democracia e do multilateralismo. Ela reiterou o compromisso de continuar a parceria com o Brasil, com foco em comércio livre, ordem global baseada em regras e ações climáticas ambiciosas. O presidente da França, Emmanuel Macron, e o primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, manifestaram apoio e visão de fortalecimento das relações bilaterais, refletindo também em discursos voltados para movimentos políticos internos.

Na América do Norte, o primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, destacou a evolução das relações com o Brasil e propôs ampliar a cooperação em comércio, meio ambiente e prosperidade mútua. A presidente do México, Claudia Sheinbaum, cumprimentou Lula com uma mensagem breve exaltando a vitória democrática do povo brasileiro.

Em regiões sul-americanas, chefes de governo da direita como José Antonio Kast, do Chile, e Keiko Fujimori, do Peru, também parabenizaram Lula. Kast telefonou ao presidente brasileiro e sinalizou futuras agendas bilaterais focadas em integração econômica e combate ao crime organizado. Equatorianos, colombianos e paraguaios expressaram reconhecimento do resultado eleitoral e intenção de manter ou fortalecer cooperações regionais, independentemente das diferenças partidárias.

Em contrapartida, o governo dos Estados Unidos não divulgou nenhum posicionamento oficial até o fechamento desta reportagem. Ainda no domingo, o ex-presidente Donald Trump afirmou acompanhar a eleição brasileira, mas sem declarar apoio a qualquer candidato. As tensas relações recentes entre os dois países, incluindo tarifas americanas e pressões no processo que condenou Jair Bolsonaro, influenciam o contexto. Donald Trump Jr. criticou nas redes sociais a extensão da votação autorizada pelo Supremo Tribunal Federal, enquanto aliados latino-americanos próximos a Trump também se abstiveram de comentar a vitória de Lula.

O senador Flávio Bolsonaro, derrotado na eleição, não aceitou o resultado e anunciou a intenção de solicitar a anulação do pleito, intensificando a polarização política nacional.

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