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Procurador dos EUA nega que Trump tente controlar eleição no Alasca

Todd Blanche negou que o esforço do Departamento de Justiça para contestar resultado no Alasca tenha intuito de dar controle a Trump sobre eleições locais.

O procurador-geral dos Estados Unidos, Todd Blanche, esclareceu neste domingo que o Departamento de Justiça não pretende conceder ao presidente Donald Trump o controle sobre eleições estaduais. O posicionamento foi dado após o órgão entrar com uma ação para impedir preventivamente a certificação do resultado da eleição para o Senado no Estado do Alasca.

A ação, ajuizada na sexta-feira, objetiva impedir que o Alasca confirme o resultado da disputa caso o republicano e atual senador Dan S. Sullivan seja derrotado por uma margem estreita. Segundo Blanche em entrevista ao programa State of the Union da CNN, essa medida não tem o propósito de reverter um resultado eleitoral adverso a Trump.

"O presidente Trump não está tentando assumir o controle de uma eleição estadual de forma alguma", afirmou Blanche. "Não estamos criando as bases para que o presidente faça isso."

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O Departamento de Justiça levantou preocupações em relação à confusão que pode ser causada aos eleitores devido à presença na urna de dois candidatos republicanos com nomes quase idênticos: Dan S. Sullivan e Dan J. Sullivan Jr., este último acusado de concorrer com o objetivo de confundir os eleitores, o que seu representante nega.

Blanche ressaltou que a ação judicial visa garantir que as autoridades possam verificar se houve confusão que viole as leis eleitorais. O procurador-geral não comentou se a iniciativa partiu diretamente de Trump, apesar do presidente afirmar que deu tal ordem.

Críticas à medida foram feitas por autoridades democratas e republicanas, que apontam um padrão de intervenção federal excessiva na supervisão eleitoral. O senador democrata Adam Schiff expressou preocupação com a disposição do Departamento de Justiça em apoiar essas ações, interpretando-as como indicação de que a contestação aos resultados pode se estender após as eleições.

Além do caso no Alasca, o governo Trump tem adotado outras medidas relacionadas ao sistema eleitoral, como ações judiciais contra a contagem de cédulas na Califórnia e tentativas de obter listas completas de eleitores em vários Estados.

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