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UBS, Deutsche Bank e BNP aumentam lucro no 3º trimestre

Instituições financeiras europeias registram crescimento nos lucros em meio a desafios econômicos e geopolíticos.

Os bancos europeus UBS, Deutsche Bank e BNP Paribas divulgaram resultados positivos no terceiro trimestre de 2026, mesmo diante de desafios econômicos e geopolíticos complexos. As instituições foram beneficiadas por entradas robustas de recursos de clientes de alta renda e pela resiliência das operações de banco corporativo e de investimento.

O UBS registrou um lucro líquido de US$ 2,7 bilhões (R$ 14,44 bilhões), um aumento de 8% em comparação ao mesmo período do ano anterior. O desempenho foi impulsionado principalmente pela área de gestão de patrimônio, com forte captação nas regiões da Ásia-Pacífico e das Américas, além do banco de investimento que se beneficiou do aumento das negociações com ações. O Ebitda do UBS cresceu 27%, atingindo US$ 3,6 bilhões (R$ 19,26 bilhões), e as receitas totais subiram 5%, para US$ 13,4 bilhões (R$ 71,67 bilhões). A instituição mantém seu compromisso com o modelo de negócios global e comunicou planos de concluir um programa de recompra de ações de US$ 3 bilhões (R$ 16,05 bilhões) antes da divulgação dos resultados anuais.

O Deutsche Bank alcançou um lucro líquido recorde de 1,9 bilhão de euros (R$ 11,32 bilhões), representando 2% de aumento em relação ao ano anterior. O destaque ficou para o sólido desempenho do banco corporativo, que compensou as receitas mais fracas do banco de investimento, cuja receita caiu 2% para 2,9 bilhões de euros (R$ 17,28 bilhões). O Ebitda do Deutsche Bank subiu 11%, totalizando 743 milhões de euros (R$ 4,43 bilhões), sustentado por receitas maiores em gestão de caixa e pagamentos. O banco também provisionou 501 milhões de euros (R$ 2,98 bilhões) para possíveis perdas relacionadas a um evento na Ásia, que envolvia a empresa Radiant World, sediada em Singapura.

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O BNP Paribas registrou um aumento significativo de 13,5% no lucro líquido, atingindo 3,5 bilhões de euros (R$ 20,85 bilhões). As receitas das operações com ações e serviços de prime brokerage cresceram 50%, e o banco comunicou um programa de recompra de ações de 1,3 bilhão de euros (R$ 7,74 bilhões), evidenciando confiança em suas perspectivas futuras. O BNP destacou um trimestre forte no banco de investimento, especialmente pela recuperação das operações com clientes europeus após períodos marcados por incertezas relacionadas ao conflito no Oriente Médio.

O cenário para os bancos europeus permanece desafiador devido a fatores como custos de financiamento elevados na França, protestos sociais e a proximidade das eleições presidenciais, que geram inquietação nos investidores. Ainda assim, os resultados demonstram a capacidade dos maiores bancos do continente de manter retornos sólidos, embora não tenham conseguido igualar os lucros excepcionais registrados por bancos norte-americanos nos últimos meses.

Além dos mencionados, outros bancos europeus apresentaram resultados variados: o Santander teve queda de 2% no lucro líquido do terceiro trimestre, mas registrou alta de 19% no lucro ajustado, auxiliado pelas aquisições recentes no Reino Unido e nos Estados Unidos. O Standard Chartered, com forte atuação na Ásia, elevou suas projeções para 2026 após um crescimento expressivo no lucro do trimestre, impulsionado por operações de gestão de patrimônio e mercados.

Na negociação das ações no mercado europeu, o Deutsche Bank teve valorização de 3,7% após os resultados, enquanto UBS e BNP Paribas registraram queda, e o Santander apresentou a maior desvalorização do grupo, refletindo a cautela dos investidores diante dos resultados e das condições macroeconômicas.

Tags: BNP ParibasDeutsche BankResultados financeirosUBSbancos europeus

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