Lucro da Hypera sobe 16,1% com caneta emagrecedora no 3º tri
A Hypera Pharma registra lucro de R$ 527 milhões no 3º trimestre com receita de R$ 2,44 bilhões, destacando vendas da caneta Semavy.
A farmacêutica brasileira Hypera Pharma divulgou lucro líquido das operações continuadas de R$ 527 milhões no terceiro trimestre de 2026, registrando alta de 16,1% em comparação ao mesmo período de 2025. A receita líquida atingiu R$ 2,44 bilhões, um crescimento de 9,4% na mesma comparação.
O avanço foi atribuído à recuperação das vendas nas farmácias e, principalmente, ao lançamento da caneta emagrecedora Semavy, que contém semaglutida injetável, princípio ativo presente em medicamentos como Ozempic e Wegovy, usados para tratar diabetes tipo 2 e obesidade.
Em setembro, mês de estreia da Semavy, aproximadamente 93 mil unidades foram vendidas diretamente ao consumidor, representando mais de 11% do mercado de semaglutida injetável em unidades, segundo dados da consultoria IQVIA citados pela Hypera. O produto foi comercializado em mais de 18 mil pontos de venda, com preços variando entre R$ 676 e R$ 697 para a caneta de 1 mg.
A companhia destacou que o lançamento do Semavy impulsionou um crescimento de 11,3% no mercado de semaglutida injetável em setembro em relação a agosto. Estimativas do Itaú BBA indicam que a caneta pode gerar R$ 359 milhões em receita líquida para a Hypera no primeiro ano completo de vendas, o que representa cerca de 4% da receita total projetada para 2027.
O impacto comercial do lançamento elevou as despesas de marketing em 13,1%, totalizando R$ 414,7 milhões, e as despesas de vendas aumentaram 15,2%, para R$ 272,7 milhões. Apesar disso, o Ebitda das operações continuadas cresceu 3,4%, alcançando R$ 782,3 milhões, com a margem operacional caindo de 34% para 32,1%, em função dos investimentos comerciais relacionados ao Semavy.
Além das receitas advindas da caneta, a Hypera também beneficiou-se da redução de 35,3% nas despesas financeiras, que somaram R$ 148,2 milhões, reflexo da diminuição do endividamento e da queda da taxa Selic no período. A dívida líquida encerrou setembro em R$ 5,6 bilhões, redução em relação aos R$ 5,9 bilhões verificados no fim de junho.
A empresa ainda informou ter diminuído seus estoques de insumos e produtos acabados, que passaram de 221 dias, um ano atrás, para 186 dias.
No trimestre, o chamado sell-out, que representa as vendas das farmácias ao consumidor final, subiu 6,6%, com destaque para os segmentos de dermocosméticos, gastroenterologia, cardiologia e diabetes. Em contrapartida, as vendas de antigripais caíram 15% devido à menor incidência de casos de gripe no país.



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