Derrota de Trump nos EUA é atribuída à guerra no Irã pela extrema-direita europeia
Líderes da extrema-direita europeia que apoiaram Trump atribuem derrota eleitoral dos republicanos a conflitos no Oriente Médio e custo de vida.
Após a vitória dos democratas nas eleições de meio de mandato dos Estados Unidos em 2026, líderes da extrema-direita europeia começaram a se distanciar do ex-presidente Donald Trump, associando a derrota do Partido Republicano à guerra contra o Irã e ao aumento do custo de vida, fatores que impactaram negativamente a percepção dos eleitores.
A guerra contra o Irã e as tensões internacionais foram apontadas como causas principais da votação desfavorável aos republicanos. Jordan Bardella, líder do Reunião Nacional da França, partido que pode formar o próximo governo no país, destacou que o segundo mandato de Trump adotou uma postura menos isolacionista, resultando em consequências econômicas graves globais, especialmente ligadas à intervenção no Oriente Médio.
Na Alemanha, Alice Weidel, co-líder do partido de extrema-direita Alternativa para a Alemanha (AfD), avaliou que a promessa de Trump de não seguir uma política externa intervencionista foi desmentida, o que contribuiu para a derrota dos republicanos.
O líder da extrema-direita italiana Matteo Salvini relacionou o resultado eleitoral ao contexto de guerras e ao aumento do custo de vida, ressaltando que isso afeta diretamente as famílias. Salvini manifestou esperança de que a votação incentive um fim dos conflitos e o retorno à paz.
Roberto Vannacci, ex-general e líder do partido Futuro Nacional da Itália, criticou Trump por iniciar o conflito com o Irã e não conseguir resolver a guerra entre Rússia e Ucrânia, associando esses fatores à turbulência econômica que prejudicou eleitores da classe média nos EUA.
Segundo o analista Mujtaba Rahman, o distanciamento dos líderes europeus da extrema-direita em relação a Trump ocorre porque sua impopularidade, sobretudo em relação ao aumento do custo de vida, tornou-se um risco eleitoral. Eles buscam se beneficiar da influência ideológica do trumpismo, ao passo que se protegem das consequências negativas de sua presidência.
Algumas lideranças, como o líder do partido Vox na Espanha, Santiago Abascal, mostraram-se mais enfáticas ao se distanciar do ex-presidente, afirmando preocupação maior com a política nacional do que com a americana. Na Romênia, Dan Dungaciu relativizou a derrota, destacando que Trump ainda permanece influente apesar da mudança no controle do Congresso.
O populista britânico Nigel Farage admitiu a derrota republicana como “completa e total”, explicando que o voto latino e dos jovens, anteriormente favoráveis a Trump, migrou para os democratas motivado pelos conflitos e pelos custos elevados de combustíveis.
O consenso entre a extrema-direita europeia é que os conflitos internacionais, especialmente a guerra contra o Irã, contribuíram significativamente para a perda eleitoral do Partido Republicano nos Estados Unidos.
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