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Trabalhadores do Ueno Bank exigem garantias após crise e demissões no Paraguai

Funcionários diretos e terceirizados protestam por direitos após escândalos que abalam o setor financeiro paraguaio.

Centenas de trabalhadores, tanto funcionários diretos quanto terceirizados ligados ao Ueno Bank, têm se mobilizado diariamente em frente ao Ministério do Trabalho em Assunção, capital do Paraguai, para cobrar garantias trabalhistas após a crise que atingiu a instituição financeira.

Fenômenos recentes, como o pedido negado de defesa do presidente Santiago Peña pelo Congresso e a retomada do processo de impeachment, aumentaram a tensão.

Os manifestantes, entre eles atendentes de 23 anos como Vivian Ruedas, denunciam falta de informações claras e sustentam que as medidas governamentais têm contemplado apenas funcionários diretos do banco, deixando de fora trabalhadores terceirizados de empresas como Kaitel, Itti e Wepa.

Leia também: Santiago Peña pede 72 horas a mais para preparar defesa no impeachment

O grupo de trabalhadores, representando mais de 5 mil famílias, alerta para a grave situação de incerteza causada pela demora em medidas concretas e exige respostas precisas das autoridades.

Além disso, há críticas ao modelo de terceirização aplicado, já que muitos prestavam serviços exclusivamente para o banco, mas sem acesso às mesmas garantias dos empregados diretos do setor bancário.

Em nota, o Ministério do Trabalho reafirmou seu compromisso em verificar o encerramento das atividades e a documentação oficial apresentada pelos empregadores, orientando que os trabalhadores não assinem pedidos de demissão ou renunciando a seus direitos.

O órgão também planeja realizar atendimentos para cadastrar os trabalhadores e confrontar esses dados com registros oficiais, garantindo que os pagamentos das verbas rescisórias sejam feitos conforme as entidades previdenciárias correspondentes, sob supervisão do Banco Central do Paraguai.

Espera-se que uma parte dos cerca de 490 funcionários diretos receba o pagamento na próxima semana, com recursos provenientes da liquidação do Ueno Bank, atualmente administrados pelo Banco Central.

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