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Bens de R$ 69,5 milhões são apreendidos de CEO preso no escândalo do Ueno Bank

Apreensões de bens ligados a Federico Miguel Vázquez ocorrem após prisões no escândalo que levou à renúncia do presidente do Paraguai.

Miguel Vázquez, CEO do Grupo Vázquez, é conduzido pela Polícia nacional do Paraguai e passa a cumprir prisão preventiva - Divulgação
Miguel Vázquez, CEO do Grupo Vázquez, é conduzido pela Polícia nacional do Paraguai e passa a cumprir prisão preventiva - Divulgação

O Ministério Público e a Polícia Nacional do Paraguai realizaram a apreensão de diversos bens associados a Federico Miguel Vázquez, CEO do Grupo Vázquez e principal controlador do Ueno Bank. A operação, que aconteceu entre a noite de quinta-feira (5) e a manhã de sexta-feira (6), inclui um jatinho particular, um iate de luxo e vários carros avaliados em US$ 14 milhões (cerca de R$ 69,5 milhões, na cotação de 06/11) (equivalente a R$ 77,05 milhões).

O jatinho foi apreendido no hangar do aeroporto de Luque, enquanto o iate, da fabricante italiana Azimut Yachts, foi encontrado em um condomínio na cidade de San Juan del Paraná.

Em Assunção, na residência de Vázquez, as autoridades recolheram sete carros de luxo, que demandaram o uso de guindastes devido ao seu volume e peso.

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Federico Miguel Vázquez está entre as oito pessoas vinculadas ao Ueno Bank que foram presas na última quarta-feira (4), em meio a um escândalo financeiro que levou à renúncia do presidente do Paraguai, Santiago Peña.

A investigação conduzida pelo Ministério Público paraguaio aponta que Vázquez teria participado da aprovação de linhas de crédito irregulares e teria transferido recursos para empresas relacionadas ao banco. Um dos casos envolve a compra simulada de uma carteira de crédito podre no valor de US$ 74,4 milhões (cerca de R$ 369,4 milhões, na cotação de 06/11) pela Vinanzas SA, que teria utilizado dinheiro do próprio Ueno Bank para a operação.

Outras empresas vinculadas ao Ueno Bank, como o Itti, o Grupo Mowi e o Grupo M, também estão sob suspeita de participação no esquema. Vázquez teria efetuado empréstimos milionários para familiares relacionados às empresas Aime e Franede SA, que também teriam envolvimento na fraude.

Tags: Federico Miguel VázquezParaguaiUeno Bankapreensão de bensescândalo financeiro

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