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Presidente do Paraguai renuncia após crise no Ueno Bank e protestos

Manifestantes seguem nas ruas de Assunção contra escândalo que levou ao fechamento do Ueno Bank e renúncia do presidente Santiago Peña.

Prédio do Banco Central em Brasília. Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
Prédio do Banco Central em Brasília. Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Em Assunção, capital do Paraguai, manifestantes protestaram pelo terceiro dia consecutivo contra o escândalo financeiro envolvendo o Ueno Bank, cujo fechamento foi decretado na madrugada de quarta-feira (4) pelo Banco Central do Paraguai. A intervenção ocorreu após o índice de solvência do banco, que mede a capacidade de absorver perdas, cair para 5,56%, menos da metade do mínimo obrigatório no país, que é de 12%.

O fechamento do Ueno Bank impediu os clientes de sacar o dinheiro depositado, provocando revolta na população local. Segundo os jornais Última Hora e ABC Color, os protestos, que começaram na terça-feira (3), se intensificaram e ficaram violentos à noite. Manifestantes arremessaram pedras, bombas de efeito moral e lixo contra uma agência do banco na região central da cidade. Sete pessoas foram detidas após depredação, e um policial ficou ferido, sendo encaminhado a um hospital.

Nas manifestações, foram exibidas faixas críticas ao presidente do Paraguai, Santiago Peña, que anunciou sua renúncia na quinta-feira (5). Peña foi investidor da holding do Ueno Bank até março de 2025. A crise no banco também envolveu o presidente do Banco Central do Paraguai, Carlos Carvallo, que pediu renúncia no mesmo dia da intervenção. Carvallo havia assumido o cargo em 2023, após deixar a presidência do Ueno Bank.

Leia também: Santiago Peña pede 72 horas a mais para preparar defesa no impeachment

Além disso, oito pessoas ligadas ao Ueno Bank foram presas sob suspeita de envolvimento na fraude que resultou na queda do índice de solvência, incluindo o presidente, dois vice-presidentes e o fundador da instituição financeira.

Imagens divulgadas pelas emissoras de televisão paraguaias mostram agentes da polícia usando bombas de gás e jatos de água na tentativa de conter os protestos, que geraram confrontos na capital.

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