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BRB planeja reduzir quadro em 15% com PDV após eleição no DF

Banco de Brasília considera reduzir em até 500 vagas seu quadro e retoma possibilidade de venda do controle após reeleição da governadora Celina Leão.

Foto de 19 de novembro de 2025 mostra a fachada do prédio do Banco de Brasília (BRB)
Foto de 19 de novembro de 2025 mostra a fachada do prédio do Banco de Brasília (BRB) — Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

O Banco de Brasília (BRB) estuda implementar um programa de desligamento voluntário (PDV) para reduzir cerca de 15% de seus funcionários, o que equivale a aproximadamente 500 empregados. Atualmente, o banco possui 3.532 funcionários concursados, além de terceirizados, comissionados e estagiários, totalizando cerca de 6.000 profissionais. O plano de reestruturação deve começar em dezembro.

Fontes ouvidas sob anonimato informaram que ainda estão sendo definidos os critérios de elegibilidade para o PDV, mas uma das possibilidades é que possam participar funcionários a partir de 38 anos com ao menos 20 anos de carreira no BRB. Caso implementado, este será o maior programa desse tipo na história do banco, superando o último PDV de 2023, que teve 139 adesões e gerou uma economia de R$ 14,4 milhões.

Privatização volta ao radar após eleição

Nos bastidores, a possibilidade de privatizar o BRB voltou a ser discutida após a reeleição da governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP). A venda do controle acionário é vista por alguns como alternativa para superar a atual crise financeira do banco, causada em parte por operações com o Banco Master.

Leia também: Governo do DF pede ao STF inclusão do BRB como vítima em fraude do Banco Master

Segundo interlocutores do Supremo Tribunal Federal (STF), a governadora teria interesse em vender o BRB para o BTG Pactual, o que foi negado pela instituição financeira, que afirmou não haver negociação.

O governo do Distrito Federal, acionista majoritário do banco com 53,71% das ações, busca ainda um empréstimo de até R$ 6,6 bilhões junto ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC) para capitalizar a instituição. Contudo, esse processo está parado por falta de acordo quanto às garantias para os bancos financiadores, que envolvem recursos do Fundo de Participação dos Estados (FPE) e dos Municípios (FPM).

Celina Leão afirmou durante a campanha que a privatização do BRB está "completamente descartada" e que os rumores sobre o assunto têm caráter de desestabilizar sua campanha. A governadora também destacou negociações para financiamento internacional que não dependam dos sindicatos dos bancos brasileiros.

Contexto financeiro e negociações

Desde 2023, a gestão do BRB já promoveu a venda de aproximadamente R$ 14 bilhões em ativos para melhorar a liquidez do banco, além de garantir a captação por meio de fundos de securitização e a manutenção de depósitos judiciais. Porém, integrantes do banco reconhecem que sem a recomposição de capital pelo Governo do Distrito Federal, a única saída para a crise será a federalização ou a privatização.

Em acordo coletivo recente, foi adotada cláusula que concede estabilidade aos funcionários por dois anos no caso de privatização da instituição. Além disso, o BRB tem mantido conversas com investidores estrangeiros para formar parcerias visando reequilibrar sua situação financeira.

Tags: BRBBanco de BrasíliaGoverno do Distrito Federalprivatizaçãoprograma de desligamento voluntário

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