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Trump suspende sanções e tarifas à Rússia pouco antes de lei entrar em vigor

Presidente dos EUA suspendeu punições econômicas relacionadas à Rússia alegando interesse nacional.

17/10/2026 às 15h05

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prorrogou a suspensão de sanções econômicas e tarifas contra a Rússia poucos dias antes da entrada em vigor de uma lei que ele próprio assinou em setembro de 2026. O decreto foi publicado oficialmente pela Casa Branca em 16 de outubro.

A decisão suspende medidas previstas para aumentar a pressão sobre Moscou em resposta à invasão da Ucrânia ocorrida em 2022. Entre as sanções está a imposição de tarifas de até 100% sobre produtos importados para os EUA provenientes de grandes compradores de petróleo russo, incluindo penalidades para quem adquirir petróleo e gás da Rússia após 30 dias da promulgação da legislação.

Na justificativa, Trump declarou que a suspensão das sanções está alinhada ao interesse nacional dos Estados Unidos e manteve a decisão vigente até que seja avaliado por ele ou por seus assessores que outras medidas sejam apropriadas.

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Essa flexibilização ocorreu em um momento delicado, semanas antes das eleições legislativas americanas de meio de mandato, nas quais o partido republicano busca manter o controle no Congresso. Analistas já apontavam que a aplicação das tarifas poderia pressionar ainda mais os preços do petróleo, impactando os custos suportados pela população norte-americana.

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, criticou a decisão de Trump em sua conta na rede social X, afirmando que a suspensão das sanções contribui para encorajar o presidente russo, Vladimir Putin. Zelensky destacou ataques recentes a mais de 15 instalações de energia na Ucrânia e reforçou a necessidade de continuar pressionando para encerrar o conflito.

Países como China e Índia, entre os maiores importadores de petróleo russo, manifestaram preocupação quanto à legislação, considerando-a uma jurisdição de alcance indevido e advertindo que tais sanções poderiam prejudicar as relações bilaterais com os Estados Unidos.

A lei, nomeada em homenagem ao falecido senador Lindsey Graham, principal apoiador no Congresso, permite que o presidente americano conceda isenções às sanções desde que informe o Congresso de que tal medida atende ao interesse nacional.

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