Intelectuais e ex-ministros entregam manifesto em apoio à reeleição de Lula com críticas a Flávio Bolsonaro
Grupo de 16 intelectuais e ex-ministros manifesta apoio à reeleição de Lula, destacando riscos do projeto de Flávio Bolsonaro para instituições e direitos.
Um grupo de 16 intelectuais, economistas, acadêmicos e ex-ministros divulgou neste sábado (17) um manifesto em apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ressaltando que sua candidatura oferece melhores condições para preservar o equilíbrio institucional, direitos e liberdades democráticas.
Segundo o documento, entregue durante encontro no Sindicato dos Trabalhadores em Processamento de Dados e Tecnologia da Informação do Estado de São Paulo, o projeto político representado pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) representa riscos de retrocessos sociais e institucionais ao país.
O manifesto, intitulado “Pela democracia, pela estabilidade, pelo desenvolvimento com justiça social e ambiental e pelo Brasil”, foi assinado por 15 nomes relevantes, entre eles Aloysio Nunes Ferreira, Miguel Reale Jr., Rubens Ricupero, Fernando Haddad, Marina Silva e Simone Tebet. O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) também participou da agenda.
Os signatários destacam que, apesar do apoio à reeleição, mantêm diferenças e críticas ao atual governo, preservando sua independência para expressá-las. A manifestação é descrita como apoio ao Brasil e seus valores fundamentais, mais do que a um candidato específico.
Dentre as prioridades elencadas pelo grupo estão o crescimento econômico com geração de empregos, recuperação da capacidade industrial, estímulo à inovação, agricultura de baixo carbono, educação, ciência, tecnologia e responsabilidade ambiental.
O texto também aponta para a importância da preservação de florestas, recursos hídricos, biodiversidade e minerais estratégicos, além da manutenção do diálogo entre variados setores da sociedade e o respeito à diversidade e aos direitos fundamentais.
Na avaliação do manifesto, a candidatura de Flávio Bolsonaro ameaça conquistas sociais consolidadas e a atuação diplomática brasileira, citando riscos à interlocução internacional multilateral.
O grupo defende que adversários políticos, instituições públicas, universidades, imprensa e organizações da sociedade civil não devem ser tratados como inimigos, ressaltando que o desenvolvimento econômico deve ocorrer em harmonia com a estabilidade política, preservação ambiental e uso responsável dos recursos naturais, com compromisso com as futuras gerações.