Governo Trump reafirma apoio a eleição livre no Brasil e justifica sanções a Moraes, PCC e CV
Estados Unidos sinalizam suporte a eleições brasileiras e explicam medidas punitivas contra ministro do STF e facções criminosas.
O governo do presidente Donald Trump reafirmou seu apoio ao direito dos brasileiros a um processo eleitoral livre e justo nas eleições de outubro de 2026. A declaração foi emitida por meio de uma carta do Departamento de Estado dos Estados Unidos, datada de 15 de outubro, e dirigida à deputada democrata Delia Ramirez, que havia questionado a política americana em relação ao Brasil.
Assinada por Katherine Bowles, secretária assistente do Escritório de Assuntos Legislativos do Departamento de Estado, a carta destaca que os EUA continuarão a manter diálogo com a sociedade civil, o setor privado e o governo eleito brasileiro para fortalecer segurança, comércio, investimentos e prosperidade bilateralmente.
Sanções a Alexandre de Moraes
No texto, o governo americano justifica as sanções contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, mencionando provas documentadas de supostas graves violações de direitos humanos cometidas pelo magistrado. A sanção foi aplicada com base na Lei Magnitsky, normativa americana que visa punir violações desse tipo.
Segundo o Departamento de Estado, Moraes teria cometido detenções arbitrárias, desrespeitando garantias de um julgamento justo, além de promover violações à liberdade de expressão. O documento também aponta que o ministro teria abusado do cargo ao ordenar detenções preventivas consideradas injustas e ao restringir a liberdade de expressão por meio de ordens secretas para que plataformas de mídia social removessem conteúdos protegidos.
Medidas contra o PCC e Comando Vermelho
O governo Trump também defendeu as decisões recentes de designar as facções criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. O Departamento de Estado caracteriza essas organizações como altamente violentas, responsáveis por ataques a forças de segurança e à população civil brasileira, e que mantêm operações criminosas que atingem o território dos Estados Unidos.
Essa designação foi fundamentada na avaliação do risco grave que tais grupos representam para a segurança tanto dos EUA quanto da região. A iniciativa integra o compromisso da administração Trump de combater cartéis e organizações criminosas na América Latina para proteger os cidadãos americanos.