Senado aprova fim da escala 6×1 e redução da jornada para 40 horas semanais no Brasil
PEC aprovada no Senado extingue escala 6×1 e reduz jornada de trabalho no país, alinhando Brasil a mudanças semelhantes em outros países.
O Senado brasileiro aprovou, na quarta-feira (14), uma proposta de emenda à Constituição (PEC) que elimina a escala 6×1 e reduz a jornada máxima de trabalho de 44 para 40 horas semanais, mantendo os salários dos trabalhadores. A PEC seguirá agora para promulgação em sessão conjunta do Congresso Nacional.
Essa mudança legal no Brasil acompanha uma tendência observada em outros países latino-americanos em 2026, com reformas na carga horária de trabalho. Por exemplo, o México também aprovou uma redução de 48 para 40 horas semanais, válida a partir de 1º de janeiro de 2027. No entanto, o país mantém permitido o trabalho em 6 dias consecutivos, desde que respeitada a nova carga horária semanal.
O Chile iniciou, em 2024, uma transição para 40 horas semanais, que será concluída em abril de 2028. A legislação chilena permite que a jornada semanal seja distribuída em 4 a 6 dias, com um máximo de 10 horas diárias. Empresários podem escolher entre escalas como 4×3 ou 6×1, desde que respeitem esses limites.
Leia também: Rafael Câmara confirmado na Haas e Brasil terá dois pilotos na Fórmula 1 em 2027
Na Colômbia, a jornada semanal foi reduzida de 48 para 42 horas em 2021, com período de transição encerrado em junho de 2026, mantendo a escala 6×1.
Comparativos internacionais
Na Europa, países como Itália e Alemanha adotam jornadas semanais de até 40 horas, com previsões para horas extras e flexibilidade na distribuição do trabalho. Na Itália, o limite máximo, incluindo horas extras, é de 48 horas semanais, calculado em média durante quatro meses.
Na Alemanha, a jornada diária é limitada a 8 horas, podendo chegar a 10 horas desde que a média volte a 8 horas em um período de 24 semanas. Há ainda previsão de descanso mínimo de 11 horas consecutivas entre turnos.
Na Bélgica, a carga horária máxima é de 38 horas semanais, com opção de concentrar o trabalho em quatro dias de até nove horas e meia, respeitando outras obrigações legais trabalhistas.
Em países asiáticos como China e Japão, a jornada básica semanal gira em torno de 40 a 44 horas, com regulamentações específicas para horas extras e descanso semanal obrigatório.
Nos Estados Unidos, não há limite máximo para horas trabalhadas, porém horas extras precisam ser remuneradas com valor adicional a partir de 40 horas semanais. Esse modelo tem sido citado por parlamentares brasileiros da ala conservadora como parâmetro para flexibilização do trabalho nacional sem eliminar a escala 6×1.
Já na Turquia, a jornada padrão é de 45 horas semanais, com possibilidade de jornadas diárias de até 11 horas e escala 6×1 em muitas funções, respeitando intervalos mínimos de descanso entre turnos.
Essas variações demonstram diferentes abordagens internacionais sobre flexibilidade e limites no trabalho, contextualizando as recentes alterações legislativas aprovadas no Brasil.
Veja também
Lucro da IAG cai 12% no 3º trimestre por alta dos combustíveis
Em Empresas
Veto às apostas aumenta consumo no Assaí entre famílias de baixa renda
Em Empresas
Four Seasons investe R$ 1 bilhão em hotel e residências no Itaim Bibi, SP
Em Empresas
Crise no Paraguai leva renúncia do presidente após caso Ueno Bank
Em Mundo
Lojas Renner suspende projeções de receita até 2030 por desafios no varejo
Em Empresas



Comentários
Entre na sua conta e seja o primeiro a comentar esta matéria.