Netflix prevê crescimento mais lento em 2026 e enfrenta desafio por novos sucessos
Netflix apresenta receita em crescimento lento e perspectiva negativa para o quarto trimestre de 2026, com ações em queda e reestruturação interna.
A Netflix divulgou resultados financeiros referentes ao terceiro trimestre de 2026, indicando o crescimento da receita mais lento registrado nos últimos três anos. A empresa, considerada o maior serviço de streaming de vídeo do mundo, informou que seu crescimento da receita foi de 12% na comparação anual, atingindo US$ 12,9 bilhões (aproximadamente R$ 64,9 bilhões), valor alinhado com as expectativas do mercado, mas o menor avanço em alta anual desde 2023.
O lucro líquido da plataforma teve aumento de 44%, somando US$ 3,7 bilhões (cerca de R$ 18,6 bilhões), superando as projeções dos analistas. Contudo, a companhia apresentou perspectivas negativas para o restante de 2026, especialmente no quarto trimestre, quando espera crescimento desacelerado da receita e resultados financeiros abaixo das estimativas de Wall Street, segundo dados da Visible Alpha.
Em comunicado aos acionistas, os co-CEOs Ted Sarandos e Greg Peters destacaram preocupações com a desaceleração no crescimento das horas assistidas pelos assinantes e o aumento da concorrência no mercado de streaming. Para enfrentar esses desafios, a Netflix contratou recentemente Peter Rice, ex-executivo de alto escalão da Disney e da Fox, com o objetivo de impulsionar a criatividade e a produção de conteúdos capazes de atrair mais audiência.
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A companhia também realizou uma reestruturação interna significativa, incluindo o corte de cerca de 1.000 empregos. Entre as demissões estão responsáveis por áreas-chave como conteúdo e cinema, reflexo da dificuldade em manter o crescimento da audiência e a produção de sucessos comparáveis a títulos anteriores de grande repercussão, como "Stranger Things" e "Round 6".
Após a divulgação dos resultados, as ações da Netflix caíram 5% ao final do pregão, e acumulam uma queda superior a 40% nos últimos 12 meses. A empresa justificou a perspectiva negativa para o quarto trimestre em parte pelos custos relacionados às indenizações das recentes demissões, além de um crescimento da receita advinda da publicidade abaixo do projetado.
Na carta aos investidores, Sarandos e Peters expressaram confiança em acelerar o crescimento do tempo de exibição, mantendo foco e execução estratégica para superar os desafios atuais.
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