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Vibra Energia projeta margens de lucro maiores que antes da guerra no Oriente Médio

Presidente da Vibra Energia destaca ganhos estruturais e crescimento sustentável mesmo com limitações de produto em 2027.

Painel com cotações do mercado de ações na B3, a Bolsa de Valores de São Paulo, Brasil
Painel com cotações do mercado de ações na B3. Foto: Casa.da.Photo/Adobe Stock

A Vibra Energia, maior distribuidora de combustíveis do Brasil, projeta manter margens de lucro superiores às observadas antes do conflito no Oriente Médio nos próximos anos, informou o presidente da companhia, Ernesto Pousada, nesta quinta-feira (5).

Em videoconferência com analistas, Pousada explicou que a perspectiva positiva decorre de ganhos estruturais, especialmente relacionados ao combate a fraudes no setor e ao fortalecimento da posição comercial da empresa.

Apesar das limitações de disponibilidade de produtos que impedem um crescimento mais agressivo, a Vibra direcionará esforços em 2027 para aumentar o volume vendido, ganhar participação de mercado e expandir margens. Segundo Pousada, as margens devem ser menores que as atuais, mas ainda significativamente acima dos níveis observados em 2025 — quando estavam próximas a R$ 200 por metro cúbico.

O terceiro trimestre trouxe um resultado ajustado de lucro líquido de R$ 2,4 bilhões, mais que quatro vezes o valor registrado no mesmo período do ano anterior. O Ebitda ajustado alcançou R$ 4,3 bilhões, mais que o dobro dos R$ 1,8 bilhão do terceiro trimestre de 2025.

A margem EBITDA ajustada ficou em R$ 427 por metro cúbico no terceiro trimestre, uma alta de 142% sobre o mesmo período do ano anterior. Dados iniciais do quarto trimestre indicam que essa rentabilidade tem se mantido, conforme informado pelo vice-presidente financeiro e de relações com investidores, Mauricio Teixeira.

Em relação à alocação de capital, os executivos indicaram que um novo ciclo de recompra de ações está sendo considerado. "Está na mesa, sim, fazer recompra de ações", declarou Teixeira, que ressaltou, porém, que ainda não existe um programa ativo e a empresa busca maior visibilidade antes de avançar.

A companhia também conseguiu reduzir sua dívida líquida em R$ 1,7 bilhão no terceiro trimestre, chegando a uma alavancagem de 1,0 vez, o que favorece essa possibilidade de recompra.

Quanto ao contrato que permite o uso da marca Petrobras em seus postos, que vai até 2029, Pousada disse que a renovação é uma "prioridade absoluta" da Vibra, mas que as negociações ainda não foram iniciadas.

Tags: Mercado FinanceiroPetrobrasVibra Energiacombustíveisrecompra de ações

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