Pular para o conteúdo

Minidólar (WDOX26) inicia semana com níveis técnicos decisivos amid incertezas eleitorais e cenário externo

Análise técnica indica suportes e resistências importantes no minidólar para esta segunda-feira, refletindo fatores externos e eleições no Brasil.

 ·  Atualizado em 19/10/2026 às 07h19

Os contratos de minidólar (WDOX26) com vencimento em novembro fecharam a última sessão de negociação, em 16 de outubro, em queda de 0,70%, aos 5.080,5 pontos. O desempenho do minidólar nesta semana deve ser influenciado pela movimentação da moeda americana no exterior, que tem se mostrado enfraquecida, e também pelas incertezas relacionadas ao cenário eleitoral brasileiro.

No mercado à vista, o dólar recuou 0,30% na última sessão, cotado a R$ 5,0730, embora tenha acumulado alta de 1,75% durante a semana. Pesquisas recentes, como as do CNT/MDA e Datafolha, indicam empate técnico entre os candidatos Flávio Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva, fator que tem atuado como limitador para a valorização do real. Além disso, o índice IBC-Br, que mede a atividade econômica, avançou 0,30% em agosto, conforme o esperado pelos analistas.

Fatores que influenciam as negociações

Os operadores dos minicontratos de dólar devem focar nas repercussões das pesquisas eleitorais, nas expectativas fiscais do país e na interpretação do mercado em relação às próximas decisões de política monetária do Banco Central, especialmente os cortes na taxa Selic. Atualmente, o mercado prevê uma redução de 0,25 ponto percentual em novembro, mas permanece dividido quanto a possíveis mudanças em dezembro, que podem estar condicionadas ao resultado das eleições e seus impactos sobre o câmbio e inflação.

Leia também: Mercado financeiro acompanha indicadores econômicos e pesquisas eleitorais em véspera do segundo turno

Análise técnica e níveis relevantes para o minidólar

Conforme análise do gráfico de 15 minutos, o minidólar retornou ao campo negativo, passando por nova pressão vendedora após altas recentes. O fechamento abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos reforça a fraqueza do movimento de alta intradiário, mantendo o risco de continuação da correção.

Para que o movimento de baixa se amplie, deverá haver incremento no volume vendedor suficiente para romper o suporte entre 5.073 e 5.057,5 pontos. Caso isso ocorra, o contrato pode atingir suportes localizados em 5.043/5.033,5 pontos e, caso a queda se estenda, a região de 5.013,5/4.995,5 pontos.

Do lado da alta, a recuperação do minidólar dependerá da superação da resistência situada entre 5.091,5 e 5.105 pontos. A quebra dessa barreira poderia levar a um avanço para níveis de 5.116,5/5.135 pontos, com objetivo mais distante entre 5.159 e 5.178,5 pontos.

Na análise diária, o contrato também iniciou correção após recentes altas, negociando abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos, o que indica enfraquecimento da recuperação e chama atenção para a possibilidade tanto de retomada dos compradores quanto do teste de suportes mais baixos.

Para validar uma retomada de alta no gráfico diário, é necessária a recuperação das médias móveis e a superação da ampla resistência localizada entre 5.124,5 e 5.274,5 pontos. Caso esse nível seja rompido com volume, os alvos seguintes estariam entre 5.302,5 e 5.339 pontos.

Para que a queda continue, o contrato precisaria perder consecutivamente os suportes em 5.045,5, 4.995,5 e 4.968,5 pontos. Uma quebra abaixo dessas faixas abriria espaço para as próximas metas na região de 4.831 a 4.784 pontos.

O índice de força relativa (IFR) de 14 períodos encontra-se em 43,77 pontos, enquadrado na zona neutra, sem sinais de sobrecompra ou sobrevenda. Isto indica perda da força compradora, porém sem indicação clara de condição extrema.

Gráfico de 60 minutos confirma tendência vendedora predominante

Analisando o gráfico de 60 minutos, observa-se que o minidólar encerrou sua última sessão com fluxo negativo, permanecendo abaixo das médias móveis de 9, 21 e 200 períodos. Essa configuração reforça o predomínio dos vendedores e evidencia uma série significativa de resistências para um movimento de recuperação.

Para reverter esse quadro, o contrato deverá superar sucessivamente as marcas de 5.116,5, 5.135 e 5.159 pontos, encontrando então resistência adicional na faixa de 5.192 a 5.226,5 pontos. Um rompimento com volume consistente pode intensificar o movimento de alta rumo ao patamar de 5.274,5 pontos, com objetivo mais distante em 5.303 pontos.

Por outro lado, para a continuação das perdas, será necessária a perda dos suportes em 5.073, 5.043 e 5.013,5 pontos. Abaixo destes níveis, o fluxo vendedor poderá ganhar força e levar o contrato para os alvos situados entre 4.995,5 e 4.968,5 pontos, com possível extensão na faixa de 4.950 a 4.902,5 pontos.

Contexto e autor da análise

Essas avaliações técnicas foram elaboradas por Rodrigo Paz, economista, CFP® e analista técnico CNPI-T, com mais de 14 anos de experiência no mercado financeiro. Paz atua no InfoMoney produzindo análises e conteúdos voltados a mercados e investimentos, com enfoque em Bolsa, ações, análise técnica, índices, minicontratos e criptomoedas. Ao longo da carreira, ele passou por instituições como Itaú, Banrisul, Modalmais e PagBank.

📰 Veja também