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Líderes seniores subestimam impactos negativos de dominar reuniões e microgerenciar, revela pesquisa

Estudo mostra que executivos mais experientes tendem a não perceber como dominam conversas e microgerenciam, prejudicando a colaboração em equipe.

16/10/2026 às 05h44

Uma pesquisa recente indicou que líderes seniores têm maior tendência a subestimar dois comportamentos prejudiciais à colaboração: dominar conversas e microgerenciar suas equipes. Essas atitudes costumam ocorrer simultaneamente e fortalecem uma à outra, causando frustração entre os membros e dificultando o diálogo aberto, a diversidade de ideias e a confiança essenciais para um trabalho coletivo eficaz.

Segundo o estudo, essa dificuldade de perceber os excessos está ligada a um fenômeno denominado “entrincheiramento de papel”, descrito por psicólogos organizacionais. Inicialmente, no começo da carreira, os líderes são recompensados pela demonstração de expertise e pela qualidade do trabalho entregue. Nessa fase, sua autoridade e status limitados impedem que dominem conversas ou microgerenciem.

Com o avanço na carreira e o incremento da senioridade, essas restrições desaparecem. O desejo de demonstrar conhecimento pode se tornar o hábito de controlar as discussões, e a preocupação com a qualidade evolui para um envolvimento excessivo nas tarefas dos subordinados.

Leia também: Pesquisa revela quando a autenticidade pode prejudicar líderes

Quatro estratégias para enfrentar os pontos cegos

Para ajudar líderes a identificar e superar esses comportamentos prejudiciais, a pesquisa sugeriu quatro abordagens principais:

  • Buscar feedback formal focado: solicitar opiniões sinceras e anônimas de colegas, pares, subordinados e parceiros externos especificamente sobre a colaboração.
  • Receber retorno em tempo real: permitir ajustes imediatos com base em observações pontuais que trazem dados concretos para melhorar continuamente.
  • Comunicar intenção abertamente: compartilhar com a equipe e pares a meta de aprimorar o estilo de trabalho cria um ambiente seguro para críticas construtivas.
  • Complementar com dados objetivos: analisar, por exemplo, transcrições ou agendas para verificar o tempo gasto dominando discussões ou realizando supervisão excessiva.

Substituições comportamentais recomendadas

Na prática, para reduzir o hábito de dominar reuniões, líderes podem:

  • Colocar-se em mudo para resistir à interrupção precoce;
  • Fazer perguntas em vez de correções imediatas, estimulando o debate;
  • Respeitar pausas antes de falar, abrindo espaço para outras vozes.

Para conter o microgerenciamento, as sugestões incluem:

  • Revisar planos antes do início do trabalho;
  • Agendar pontos de contato em horários definidos, evitando verificações aleatórias;
  • Comunicar claramente o motivo da intervenção rápida quando necessária.

Além disso, a pesquisa destacou a eficácia de estruturas simples e sociais de responsabilidade, como escolher um colega confiável para sinalizar quando se retomam antigos comportamentos.

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