Ibovespa fecha em queda amid cautela com dados de inflação nos EUA e resultados bancários
Ibovespa recuou 1,04% influenciado por cenário global cauteloso antes de dados de inflação dos EUA e balanços bancários.
O Ibovespa encerrou a quarta-feira (14) em queda de 1,04%, aos 206.887,52 pontos, em um ambiente marcado pela cautela dos investidores diante da expectativa pela divulgação do índice de preços ao consumidor (CPI) dos Estados Unidos, referente ao mês de setembro. O dado é considerado fundamental para definir os próximos passos da política monetária do Federal Reserve (Fed), banco central americano.
Nos Estados Unidos, os índices futuros apresentam variação mista enquanto os mercados acompanham também os balanços de grandes bancos norte-americanos, como Bank of America, Morgan Stanley e BlackRock. A temporada de resultados corporativos tem gerado volatilidade, com empresas do setor financeiro reportando desempenhos variados. O JPMorgan Chase, por exemplo, divulgou números abaixo do esperado para o terceiro trimestre. Consequentemente, isso tem pressionado o mercado global, inclusive as ações de companhias consolidadas.
Na Europa, as bolsas operam majoritariamente em alta nesta quarta, impulsionadas pelos resultados positivos da ASML, que recuperação o setor de tecnologia, que subiu 1,2%, revertendo parte da queda global registrada na véspera devido a notícias relacionadas a avanços de uma fabricante chinesa de chips.
Do lado das commodities, observou-se alta nos preços internacionais do petróleo, motivada por ataques a dois navios no Estreito de Ormuz e declarações do Irã informando a implementação de novas táticas para atingir embarcações, o que elevou o risco de interrupções no fornecimento global de energia e gerou maior cautela no mercado.
O dólar comercial apresentou alta de 0,71% ante o real, chegando a R$ 5,42 no fechamento, apesar da queda do índice dólar (DXY) contra outras moedas de países desenvolvidos. Essa valorização do dólar frente ao real ocorre em um cenário de maior aversão ao risco e incertezas globais.
Os juros futuros iniciaram o dia em alta em toda a curva, refletindo a avaliação de que as taxas de juros no Brasil poderão subir em continuidade alinhada aos movimentos globais e pressões inflacionárias.
Investidores continuam atentos às movimentações do mercado, aguardando a divulgação dos números de inflação dos EUA e os resultados corporativos para ajustar suas estratégias diante do cenário macroeconômico e geopolítico atual.