Mercados futuros americanos sobem aguardando dados de inflação e balanços de grandes bancos
Investidores monitoram índice de preços ao consumidor nos EUA e balanços do Bank of America, Morgan Stanley e BlackRock.
Os mercados futuros dos Estados Unidos operam em alta nesta quarta-feira (14), com investidores aguardando a divulgação do índice de preços ao consumidor (CPI) referente a setembro. Este dado é visto como fundamental para determinar os próximos passos do Banco Central americano, o Federal Reserve (Fed).
No âmbito corporativo, destacam-se os balanços do Bank of America, Morgan Stanley e BlackRock, que atraem atenção dos participantes do mercado.
Expectativas sobre política monetária
A publicação do índice de inflação ocorre logo após declarações do presidente do Fed de Nova York, John Williams, que indicou ser apropriado um último aumento da taxa de juros ainda em 2026, com perspectivas de que não haja aperto monetário adicional em 2027. Entretanto, o mercado monetário continua precificando pelo menos três elevadas nos juros para os próximos 12 meses.
Contexto global dos mercados
Na Europa, os mercados futuros também avançam, com o setor de tecnologia liderando os ganhos, seguido por telecomunicações. Entretanto, as ações de seguradoras e bancos apresentam recuo.
Na Ásia-Pacífico, as bolsas fecharam em queda, refletindo a reação dos investidores a dados vindos da China.
Destaques dos indicadores chineses e commodities
O índice de preços ao produtor (PPI) da China subiu 5% em setembro, no ritmo mais acelerado dos últimos quatro anos, sendo impulsionado pelo aumento nos preços dos combustíveis, o que elevou os custos empresariais. Esta alta superou a expectativa de 4,5%, conforme indicado por economistas consultados pela Reuters.
Os preços ao consumidor (CPI) na China registraram alta de 0,9%, ficando ligeiramente abaixo da projeção de 1%, mas acima do aumento de 0,8% verificado no mês anterior.
As cotações do petróleo apresentaram leve queda, mesmo com preocupações relativas a possíveis interrupções de oferta devido às tensões no Oriente Médio entre os houthis, apoiados pelo Irã, e a Arábia Saudita.
O minério de ferro na China fechou em baixa, influenciado pela maior manutenção de altos-fornos no país, o que reduz a demanda. Além disso, os elevados estoques em portos da Austrália e do Brasil indicam oferta abundante da commodity.